Tratamento polêmico e com diversas restrições no Brasil, a ozonioterapia é a principal aposta do pré-candidato a deputado federal Dr. Coimbra (Avante) para a saúde no Brasil, caso seja eleito em mais uma oportunidade. O médico já havia sido eleito ao cargo em outras duas vezes entre as décadas de 70 e 90.
No país, equipamentos com emissão de ozônio só tem uso regularizado para procedimentos odontológicos, como no tratamento de cáries, ou limpezas de pele e assepsia. No entanto, o médico defende a prática para diversos tratamentos e doenças, além de afirmar que o ozônio possui propriedades fungicidas (contra infecções causadas por fungos), anti-inflamatórias (combatem inflamações) e antiálgicas (reduzem dores).

Em entrevista à SP RIO+ nesta quinta-feira (26), Coimbra disse que tanto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto os conselhos federal e estadual de medicina são contra a ozonioterapia e fazem ‘exigências absurdas’ para médicos que desejam praticar a terapia em seus pacientes.
Atualmente, segundo o doutor, procedimentos com ozônio só podem ser realizados com protocolos em caráter experimental e a partir da criação de um seguro para o paciente, em que é oferecida uma indenização em caso de danos ou sequelas.
A resolução 2.181/2018 do CFM (Conselho Federal de Medicina), por exemplo, estabelece que o procedimento só pode ser feito sem cobrança dos pacientes e em pesquisas científicas registradas que sigam os critérios da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
Para Coimbra, condições como essas inviabilizam a prática da ozonioterapia.
“Eu acredito que tendo um mandato e tendo um conhecimento razoável da ozonioterapia, eu tenho razões e tenho exemplos para apresentar, no caso para a Anvisa, provando a eficiência da ozonioterapia”, disse.
É importante lembrar que, segundo a Anvisa, utilizar equipamentos de ozonioterapia fora das finalidades aprovadas no país contraria a legislação sanitária. A agência ainda afirma que pedidos de registro de máquinas de ozonioterapia para outras finalidades além das já regularizadas, na odontologia e limpeza de pele, não conseguiram apresentar evidências científicas de segurança e eficácia até o momento.
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Assista a entrevista completa com o Dr. Coimbra