
Luis Vieira durante entrevista à SP RIO+ – Foto: YouTube/SP RIO+
Diante das recentes reduções de verbas que o Governo Federal tem feito no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, o pesquisador e físico do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Luis Vieira explicou que o maior desafio dos profissionais da área é estimular as autoridades públicas a darem mais atenção à pasta. Ele explicou que isso o motivou a buscar seu primeiro mandato como deputado federal pelo PSD nas eleições deste ano.
A declaração foi dada à SP RIO+ na tarde desta terça-feira (28), durante mais uma entrevista da série de sabatinas com os pré-candidatos às eleições de outubro, disponível no YouTube.
Natural de Begé (RS), Luiz Vieira é morador de São José dos Campos desde 1995. É licenciado em física, mestre e doutor em Geofísica Espacial.
“Não entendo o que está acontecendo. Não existe dúvidas sobre o que traz desenvolvimento para a sociedade. É ciência e tecnologia. A nossa sociedade só existe porque a gente desenvolveu ciência e tecnologia”, defendeu.
A entrevista na íntegra está disponível abaixo.
Para ele é, é necessário incentivar as pesquisas nacionais. Como exemplo, ele citou o projeto Missão Espacial Missão Espacial GSST (Galileo Solar Space Telescope), que tem como foco a observação do Sol e a produção de imagens em alta resolução, o qual ele é o principal investigador.
“Eu poderia simplesmente utilizar dados de outras missões da Nasa, da agência japonesa ou da agência indiana. Mas não. Coletivamente, a gente precisa ter projetos que fomentem o desenvolvimento nacional. A gente precisa de projetos e desafios em que sejam necessários desenvolver novas tecnologias. Isso a gente pode chamar de projetos estruturantes. Projetos grandes, equivalentes a construir um avião”, defendeu.
Segundo ele, uma missão como essa custaria nos Estados Unidos, em média, cerca de de US$ 1 bilhão. No Brasil, isso equivale a quase R$ 6 bilhões.
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Filiação ao PSD
A filiação para PSD do ex-prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth, não influenciou a filiação de Luis Vieira, apesar de ambas terem acontecido no mesmo período. Ele explicou que isso tem gerado uma confusão entre os eleitores da cidade.
“Foi uma coincidência. No final do ano passado eu comecei a construir a ideia de me candidatar. Um aspecto importante foi em qual partido me filiar. Conversei com vários grupos diferentes, normalmente ligados ao centro, partido que têm tanto a direita quanto a esquerda”, explicou.
Para o pesquisador científico, o que mais chamou sua atenção no PSD foi o que ele chamou de “flexibilidade” e a possibilidade de defender pautas de todos os lados.
Sobre a possível chapa de Felicio Ramuth com o também pré-candidato ao Governo de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), Luis Vieira foi sucinto e não quis opinar com detalhes, justificando que está filiado a pouco tempo no PSD.
“Eu, pessoalmente, prefiro que o Felicio continue candidato ao Governo do estado na cabeça da chapa”, disse.
O ex-prefeito de São José dos Campos tem sido procurado por diversos pré-candidatos ao Palácio do Bandeirantes para compor chapa, inclusive por Fernando Haddad (PT).
Luis Vieira se filiou ao PSD no mesmo período que Felicio Ramuth, mas garantiu que isso não influenciou sua decisão – Foto: Reprodução/Redes sociais
Pautas políticas
Luis Vieira explicou que sua principal pauta em um possível mandato será a defesa da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Paris, no dia 10 de dezembro de 1948.
“Eu tenho pensado em qual seria a minha pauta nos últimos meses. Eu posso te dizer que a minha esfera global de todo o problema é defender e implementar a declaração. É a base. Saúde, educação, participação política e direito à justiça”, disse.
Contribuição científica
Durante a entrevista à SP RIO+, Luis Vieira também destacou o que ele chamou de sua “principal contribuição científica”, um projeto realizado na Alemanha, que teve repercussão global. O objetivo do projeto foi estudar a evolução do sol e da irradiância solar.
“Nós construímos um modelo para calcular a irradiância solar e a quantidade de energia que chega no topo da atmosfera. Esse trabalho é a base para entrar em modelos de circulação global, ou seja, modelos de atmosfera. E, eventualmente, verificar se realmente existe uma contribuição da atividade humana desde a era industrial até as mudanças climáticas que a gente está vivendo agora”, explicou.
Confira entrevista na íntegra:
