
Arte: SP RIO+/Flickr Estado de SP
Depois do ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciar que desistiu de ser candidato à Presidência da República, o deputado federal e ex-prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), disse que não ficou surpreso com a decisão. Segundo ele, o companheiro de partido tinha altos índices de rejeição.
A declaração foi dada à SP RIO+ na tarde desta segunda-feira (23), durante mais uma entrevista com os pré-candidatos às eleições deste ano. Cury vai concorrer ao seu terceiro mandato como deputado federal.
(A entrevista completa está disponível abaixo)
Cury confirmou que dentro do próprio partido já existia um movimento que não apoiava a pré-candidatura de Doria, o que incluía ele mesmo.
“Todos sabem que eu não apoiei o João Doria nas prévias, eu discordei da candidatura dele. Mas a grande novidade foi que, após a saída dele do Governo de Estado, a corrente que o apoiou na prévia também entendeu que seria difícil seguir com essa candidatura. Então a grande novidade não é quem discordava da candidatura de João Doria, a novidade é quem apoiava a candidatura de João Doria ter mudado de opinião”, explicou.
Segundo o ex-prefeito de São José dos Campos, a polarização política prejudicaria a campanha de João Doria.
“Para esta eleição polarizada, não era o nome que conseguiria unir o apoio necessário na sociedade para romper essa barreira entre Lula e Bolsonaro”.
Caminhos
O deputado federal também comentou que existem três caminhos que o PSDB pode seguir agora.
“Apoiamos a Simone Tebet indicando vice ou não indicando vice. Ou uma candidatura própria. A candidatura própria tem dois nomes sendo ventilados. Você pode tentar resgatar, de novo, o Eduardo Leite, que perdeu as prévias e se colocou como candidato à reeleição no governo do Rio Grande do Sul. Ou também tem a opção do nome Tasso Jereissati, que é um excelente nome, um dos quadros mais preparados do Brasil”, defendeu Eduardo Cury.
Confira a entrevista na íntegra:
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