
Foto: Divulgação/PMSJC
Com seus 98 anos completados em abril, o Parque Vicentina Aranha acompanhou muito da história de São José dos Campos. Desde 1924, o espaço vem sendo transformado e hoje abriga boa parte da cultura da cidade.
No Jornal “Abre Aspas” desta terça-feira, recebemos Aldo Zonzini Filho, diretor-executivo da AFAC – Organização Social da Cultura, entidade gestora do espaço, para contar sobre futuras novidades, programação e a história do parque.
Em primeira mão para SPRIO +, Aldo contou os futuros planos para a continuação dos restauros do Vicentina, como a instalação de um café e uma casa para a Orquestra Sinfônica e Coro Jovem de São José dos Campos.
O café será um ambiente intimista e diferenciado dentro do parque, planejado no pavilhão Alfredo Galvão, já restaurado, que em breve deve ser lançado ao público.
No pavilhão Cia. Paulista, a restauração deve ser terminada com apoio da Prefeitura de São José dos Campos, e irá abrigar a casa da Orquestra Sinfônica e do Coro Jovem.
“Vai ser um espaço fantástico, porque vai atrair uma atividade cultural e musical, e será um atrativo a mais, com os ensaios sendo feitos, a movimentação de músicos. […] Esperamos entregar tudo isso antes do aniversário do centenário”, disse Aldo Zonzini.
No final de abril deste ano, em comemoração aos 98 anos, foi entregue o Pavilhão Marina Crespi, que abriga o Centro de Documentação Musical.
Além disso, o Parque recebe empresas parceiras, nacionais e internacionais, para a ajuda com o restauro restante dos pavilhões, tal como a portaria do parque, que deve passar por revitalizações em breve.
Patrimônio Histórico
O Parque Vicentina Aranha é tombado como patrimônio histórico pelo COMPHAC (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural do Município de São José dos Campos) e CONDEPHAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e turístico).
Passou a ser propriedade da Prefeitura de São José dos Campos em 2007 e em 2011, a Organização Social AJFAC – Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura, assumiu a gestão do Parque e desde então vem trabalhando com a conservação, manutenção e o restauro das edificações, com sustentabilidade e respeito com os 82 mil metros quadrados de área e a vasta diversidade da flora presente. Tudo é feito com a aprovação da COMPHAC.
Sanatório
É de conhecimento geral dos joseenses que o Parque Vicentina Aranha nem sempre foi parque. Foi inaugurado pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em 27 de abril de 1924, como Sanatório Vicentina Aranha. Era um dos maiores centros para tratamento de tuberculose da América Latina, o primeiro sanatório de São José dos Campos e um dos primeiros do país.
Desde 2007, funciona como o Parque Vicentina Aranha que conhecemos atualmente.
Longe dos estigmas
Com a abertura do Sanatório Vicentina Aranha, em 1924, a cidade de São José ficou movimentada, com a chegada de pacientes, médicos e estudiosos, atraídos pelo clima e topografia privilegiada.
De acordo com Aldo Zonzini, “Isso trouxe para São José um acréscimo de pensamentos, de cultura. São José teve sim, com certeza, benefício com a vinda do sanatório. Mas que causou alguns estigmas.”
Tempos depois do fechamento da instituição, a Prefeitura reabriu o espaço, agora como o Parque Vicentina Aranha, para toda a população. Os restauros e atividades culturais vieram como uma forma de tirar a imagem de sanatório do lugar, um espaço antes inacessível e dedicado para pessoas doentes.
Confira a entrevista completa: