
Foto: Netflix/A História de um Casamento
E para fechar junho, o mês que se comemora o dia dos namorados, é preciso falar não só da busca pelo amor, mas quando ele é conquistado. Já reparou que todo conto de fadas só vai até o casamento? E aquela comedia romântica só vai até a parte que o casal consegue ficar juntos? E depois disso, o que acontece?
Com o passar do tempo, é comum que o friozinho na barriga desapareça, que as emoções não estejam mais tão à flor da pele, que queixas e problemas comecem a aparecer e, assim, a rotina pode tornar a convivência mais desafiadora. É nesse momento que o casal pode notar que a relação “esfriou”.
Com o passar do tempo damos espaço para conhecermos o outro e aprofundarmos a relação, e com isso começamos a conhecer os defeitos. Isso é inevitável, a intimidade nos traz o prazer da companhia do outro, mas também nos faz conhecer melhor as manias e defeitos da pessoa. Parte do relacionamento duradouro é compreender que todos possuem defeitos e que não vamos gostar de tudo na outra pessoa. Aquela paixão que existiu no inicio já não está necessariamente presente, e isso não precisa ser ruim. O amor é desafiador e precisa de cuidado e investimento constante, mas ele é possível e pode ser prazeroso mesmo que não seja aquela paixão do inicio.
Alguns desgastes na relação são inevitáveis e podem acontecer por inúmeros fatores, como conflitos com as divisões de tarefa, queixas relacionadas a falta de demonstração de amor, afeição, atenção, companheirismo de um dos parceiros, diferença de personalidade ou valores, falta de recursos financeiros e, principalmente, devido a uma comunicação deficiente.
Por isso que a disponibilidade e disposição continuam sendo importantes ao longo da vida toda de um relacionamento, pois quando os problemas surgem o casal precisa estar disposto a resolver os conflitos para seguir. O amor surge da disposição de fazer dar certo e da disponibilidade para solucionar as diferenças. Ambos precisam querer e, estarem comprometidos com a relação.
Não existe o par perfeito ou, como dizem, “a tampa da sua panela”. Nenhuma relação se encaixa com perfeição. Afinal, uma relação é formada por 2 pessoas únicas e com bagagens de vida bastante particulares. O que existe é a disposição e muito comprometimento para se construir um relacionamento que seja satisfatório para as partes envolvidas. Por tanto, a indiferença mata o amor, ou melhor, não dá espaço para que ele se desenvolva e aflore.
Por isso, é importante trabalhar a relação. Investir em autoconhecimento, mas também reconhecer que eventualmente a terapia de casal pode ajudar na resolução de conflitos.