Foto: Fusion Medical Animation
Um dos maiores estudos sobre a variante ômicron do novo coronavírus, feito por meio do aplicativo ZOE COVID Study, em parceria com o King’s College London, da Inglaterra, levantou os sintomas mais comuns entre infectados com a variante e constatou que a maioria deles são mais leves do que os causados pela variante delta.
A pesquisa analisou os sintomas de 62 mil participantes vacinados no Reino Unido, que testaram positivo para a covid-19 entre junho e novembro do ano passado, quando a delta predominava. Também foram analisados os sintomas de casos positivos entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, quando a ômicron já era a variante dominante.
Sintomas da ômicron em vacinados com duas doses ou mais
Segundo a plataforma, a maioria das pessoas com o esquema vacinal completo contra a covid-19 (ao menos duas doses) infectadas pela ômicron apresentaram:
– Coriza
– Dor de cabeça
– Espirro
– Dor de garganta
– Tosse persistente
Sintomas da ômicron em vacinados com apenas uma dose da vacina
Nos vacinados com apenas uma dose da vacina, os sintomas mais comuns foram:
– Dor de cabeça
– Coriza
– Dor de garganta
– Espirro
– Tosse persistente
Sintomas da ômicron em não vacinados
Já nos não vacinados, a maior parte dos infectados apresentou:
– Dor de cabeça
– Dor de garganta
– Coriza
– Febre
-Tosse persistente
O estudo ainda citou que confusão mental, perda de olfato e sintomas respiratórios graves que causam hospitalização foram os sintomas menos comuns entre as pessoas imunizadas com pelo menos duas doses.
Duração e gravidade da ômicron
Foi constatado na pesquisa britânica que os sintomas da ômicron duram menos em pessoas vacinadas do que em não vacinadas. De acordo com o levantamento, a duração dos sintomas causados pela variante foi de 6,87 dias, em média, contra 8,89 dias da delta.
“Esta é mais uma evidência para sugerir que as vacinas, apesar de terem sido desenvolvidas antes da ômicron, ainda ajudam a prevenir sintomas duradouros nos infectados”, destaca o comunicado da ZOE COVID STUDY, que também afirma que, com uma duração mais curta dos sintomas na população vacinada, o período de incubação e de infecção por ômicron podem ser mais curtos.
“Embora sejam necessárias mais pesquisas, a ômicron é provavelmente menos grave do que a delta – tanto em termos de gravidade dos sintomas quanto no número de hospitalizações – porque a delta é melhor em infectar células pulmonares do que a ômicron, que entra em outras células da mucosa”, conclui o estudo.
Ômicron nem sempre é leve
Embora os sintomas da ômicron sejam menos graves do que os da delta ou outras variantes anteriores do coronavírus, os pesquisadores destacam que ainda existem riscos ao contrair covid-19, como por exemplo a chamada covid longa, especialmente na população mais vulnerável – não vacinados, crianças, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos.
A covid longa, segundo o Ministério da Saúde, são as manifestações clínicas novas, recorrentes ou persistentes nos pacientes após o período de infecção aguda pelo coronavírus. A condição inclusive foi reconhecida oficialmente como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em outubro de 2021.
De acordo com a entidade, a chamada covid longa pode aparecer três meses após o início da infecção, com sintomas que duram pelo menos dois meses e que não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo.