Foto: Dado Galdieri
Depois da Eletrobras anunciar, nesta sexta-feira (10), que o preço por ação na oferta da companhia foi definido em R$ 42, levantando um total de R$ 29,29 bilhões, o assessor de investimentos Thales Manetti disse que esse é um “preço bem condizente com a ação”. A análise foi dada à SP RIO+ durante o Boletim Braúna Investimentos.
Segundo o especialista, o preço definido foi justo.
“É normal, nos próximos pregões, que a empresa sofra um pouco, mas é um preço bem justo a ser pago por uma empresa deste tamanho. E também tudo que ela promete para o futuro. Foram bem assertivas as pessoas que investiram nela”, disse.
O total da operação pode chegar a R$ 33,68 bilhões, considerando o lote suplementar de até 15% das ações da oferta inicial previsto no prospecto da oferta.
Trata-se da maior oferta de ações na Bolsa brasileira desde a megacapitalização da Petrobras, realizada em 2010, e que movimentou R$ 120 bilhões.
Fundo Mútuo de Participação
Thales Manetti também destacou a importância dos chamados “fundos mútuos de privatização”, dispositivo criado nos anos 2000 que já foi usado pelo governo na venda de papéis de outras estatais.
“Ela tinha disponível R$6 bilhões para serem investidos através de fundos. Não coube todo mundo que quis investir nela. A gente teve um rateio de mais ou menos 66% nela. Também vale destacar que foram muitas pessoas, muito mais do que estavam se esperando, foram 370 mil pessoas investindo na empresa via Fundo Mútuo de Participação”, destacou.
Uma das opções para comprar ações da Eletrobrás será o Fundo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para Thales, isso pode ser vantajoso para o trabalhador.
“Foi uma grande vantagem para o investidor sair do FGTS e investir em ações. Um bom passo para ele fazer isso, buscar dividendos maiores e também valorizações maiores do que no FGTS” defendeu.
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Rumos da Eletrobrás
Durante a entrevista à SP RIO+, o assessor de investimentos também disse que sua expectativa com a privatização é que a empresa se torne uma das maiores do país no segmento de energia.
“Se ela conseguir deixar o sistema que ela tem hoje de venda de energia através de cotas e passar o preço para o mercado, este pode destravar muito o preço dela. Porque a Eletrobras, comparada com os pares dela hoje, é uma empresa muito ineficiente. Destravando essa venda de cotas, isso pode melhorar muito os números financeiros da empresa e os números marginais. E pode destravá-la e torná-la uma das maiores empresas nacionais que nós temos de energia”, analisou.
Confira a análise completa:
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