A personalidade está relacionada aos comportamentos e fatores relativos a vivência interna (pensamentos e sentimentos) e a capacidade de adaptação de uma pessoa. Dessa forma, diz respeito ao afeto, a cognição e a forma como a pessoa se relaciona com seus impulsos e com o outro. Em alguns casos, algumas características podem ser observadas já na infância, mas normalmente é na adolescência e no início da vida adulta que os comportamentos costumam se tornar mais evidentes, permanecendo ao longo da vida.
Quando os traços de personalidade se distanciam daquela que é culturalmente esperado, são mal adaptativos, rígidos, inflexíveis e causam sofrimento e prejuízo, é possível identificar um caso de Transtorno de Personalidade. O diagnóstico é complexo, exige profissionais da área da saúde mental qualificados e normalmente é necessário um tempo de acompanhamento para que seja possível fechar o diagnóstico, já que alguns dos sintomas podem ser confundido com outros transtornos e é necessário descartar que seja algo pontual (passageiro, relativo a um momento específico vivido pela pessoa naquele momento).
Existem diversas categorias de Transtornos de Personalidade, mas como maio é o Mês da Consciência do Transtorno de Personalidade Borderline, daremos enfoque a esse, que é um dos mais comuns entre as categorias. O TPB pode ser definido pela instabilidade presente em muitos dos aspectos do funcionamento da personalidade, incluindo relacionamentos, autoimagem, afeto e comportamento, mas também pela impulsividade acentuada em diferentes contextos.
Pacientes portadores deste transtorno costumam apresentar instabilidade nos relacionamentos, não apenas amorosos, mas qualquer relacionamento que exija um grau de proximidade e intimidade. Apesar de características, como emoções intensas, impulsividade e intensidade nos relacionamentos, durar a vida toda, os indivíduos que se engajam em intervenções terapêuticas, como a psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, normalmente demonstram melhoras significativas no primeiro ano de tratamento.
Existe a chance de comportamentos de risco, uma vez que o paciente tende a impulsividade, entre esses comportamentos está o risco de suicídio que é maior entre jovens adultos sem acompanhamento adequado. Este é um transtorno relativamente comum. Estima-se que 1,6% da população possua esse transtorno, embora, possa chegar a 5,9%, sendo cerca de 70% mulheres.
A família tente a sofrer junto com o paciente pode ajudar recorrer a grupos de apoio direcionados a familiares de pacientes em tratamento de TPB, assim como também convém levar em consideração acompanhamento psicológico para os familiares próximos, com a intenção de manter a saúde emocional de todos os envolvidos.
