Foto: Reprodução/Youtube SP RIO+
Recentemente filiado ao União Brasil vindo do partido Novo, o pré-candidato a deputado estadual, Professor Agliberto Chagas, disse que o fundo eleitoral é necessário para adentrar na política, mas se mostrou contra recurso. “Enquanto tiver o fundo eleitoral, acho que a gente tem que usar. E lá dentro a gente tem que ser contra esse fundo eleitoral. Mas se não fizer isso, se não usar pra entrar lá, você vai ser aquele cara que vai ficar reclamando e não se sente útil”, afirmou.
Em entrevista ao Jornal Abre Aspas, da SP RIO+, nesta segunda (16), o professor comentou que a transição entre partidos o fez enxergar a disputa por cargo público de forma diferente, e consequentemente o uso de dinheiro público nestas investidas também.
O ex-partido de Agliberto, o Novo, não utiliza fundo eleitoral em suas campanhas. Por outro lado, o atual partido, União Brasil, sim.
Segundo Agliberto, ter uma grande quantidade de capital para investir faz toda a diferença. Refletindo sobre sua primeira eleição disputada, em 2018, quando concorreu ao cargo de deputado federal, concluiu que os eleitos naquela oportunidade foram os que tinham recursos.
Sua campanha na época custou cerca de 40 mil reais, não utilizou fundo eleitoral, foi relativamente simples. Em cima de uma Kombi foi tentando conquistar seu eleitorado, lembrou na entrevista.
“Eu vi quem se elegeu: quem tinha dinheiro. Como o Novo não usava dinheiro público, quem que foram as pessoas que se elegeram? As pessoas que tinham grupos de interesse muito forte”.
A mudança de partido veio em um momento em que o professor decidiu se dedicar exclusivamente à política após anos nas salas de aula.
O objetivo principal de Agliberto com a filiação ao União Brasil é fazer parte do processo de oposição à bipolaridade política entre Lula e Bolsonaro. Para ele, ter um dos dois eleito presidente e ainda algum de seus aliados governando o estado de São Paulo seria um problema.
“É muito ruim para o país uma polarização como essa. É impossível você imaginar que um país como o nosso, com 220 milhões de habitantes, mesmo com baixa participação, baixa cidadania, você imaginar que as pessoas estão ligadas só a duas correntes de pensamento”, expressou.
Confira abaixo a entrevista com o Professor Agliberto Chagas na íntegra: