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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso citou o populismo, extremismo e o autoritarismo como três principais fatores que levaram a o que ele citou como um “quadro de recessão democrática” vivido atualmente na sociedade.
“Eles são fenômenos distintos, mas quando eles se juntam, criam um ambiente próprio para a erosão democrática”, disse o ministro do STF durante o ‘Fórum OVALE de Democracia’, promovido pelo jornal OVALE na manhã desta quarta-feira, 23, em São José dos Campos.
Ao falar sobre o populismo, Barroso afirmou que há uma invocação falsa de que “somente os líderes populistas são os legítimos representantes do povo e que todos os demais são inimigos da pátria”.
O ministro continuou a sua reflexão dizendo que o populismo se soma ao extremismo “que é a inaceitação do outro, a inaceitação do diferente. O esforço para a supressão dos diretos de quem não é como eu”.
Luís Roberto Barroso conclui falando sobre o autoritarismo, que “assombra a América Latina desde sempre”. “Essa necessidade de contenção de poder, perseguir oposição, demonizar a imprensa e não gostar dos mecanismos de controle no exercício do poder”, disse.
“Nos últimos tempos, alguma coisa parece não estar indo bem”, disse Barroso ao citar os constantes ataques à democracia no Brasil registrados nos últimos anos. “Não podemos normalizar a barbárie, a grosseria e a mentira”, disse.
“Uma democracia tem lugar para liberais, progressistas e conservadores, mas o que nos une são os valores centrais que estão na Constituição e procura ser uma reserva mínima de justiça, de liberdade e igualdade que valha para todos”, disse o ministro do STF.
