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A campanha Janeiro Branco se assemelha a campanhas como Setembro Amarelo e Outubro Rosa. Sua finalidade é a conscientização a respeito da saúde mental. E, não por acaso, o primeiro mês do ano chama a nossa atenção para este assunto, pois é um momento propício para reflexões e mudanças.
Em janeiro as pessoas estão mais abertas a falar sobre mudanças, questionar seus hábitos de vida. Nossa Saúde Mental vem cada vez mais sendo reconhecida como uma prioridade de saúde e desenvolvimento econômico, uma vez que, de acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo (9,3%) e o segundo maior das Américas em depressão (5,8%).
A saúde mental representa mais de um terço da incapacidade total no mundo, com transtornos depressivos e ansiosos como maiores causas – os quais respondem, respectivamente, pela 5ª e 6ª causas de anos de vida vividos com incapacidade no Brasil. A saúde mental também provoca reflexos no desenvolvimento econômico, sendo a segunda causa de afastamento no trabalho, gerando ainda grande estigma pessoal de incapacidade.
Desde o início da pandemia do coronavirus, falar sobre saúde mental tem sido inevitável e imprescindível, uma vez que os reflexos da pandemia vêm sendo sentidos de forma crescente em nosso emocional.
Pesquisas mostram que casos de depressão dobraram no período da quarentena e que ocorrências de ansiedade e estresse aumentaram cerca de 80%. A causa disso são as incertezas com a COVID-19 e o isolamento social.
Tudo isso nos faz ver o quão importante é ampliar o debate sobre o tema, assim como naturalizar conversas sobre nossas emoções, assim como buscar tratamento especializado.
Tendo isso em vista, vamos abrir o debate sobre o tema?
Raissa Eras
Psicóloga – CRP 06/109446