Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Curiocidades
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Esquecimento Global
      • Fora do Cabide
      • Ofício das Palavras
      • Playlist de maestro
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais

    Suzano

    Você está em:Início » Acácio Oliveira: um violão sempre afinado com a modernidade de Villa-Lobos
    Da janela do Helbor

    Acácio Oliveira: um violão sempre afinado com a modernidade de Villa-Lobos

    7 de outubro de 2021Updated:7 de outubro de 2021Nenhum comentário9 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link

    Quando o violonista Acácio Maurício de Oliveira Jr. estiver desembarcando na Rússia, em 2023, estará repetindo um gesto que vem coroando sua carreira musical como um dos respeitados intérpretes do compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Desde 2007, Acácio tem sido convidado para a banca de jurados do “Tabula Rasa”, um tradicional concurso de formação de jovens violonistas, realizado anualmente em Moscou.

    Durante três décadas, a partir de São José dos Campos, Acácio conjugou a atividade de instrumentista, em concertos aqui e ao redor do mundo, com a de educador, estimulando talentos à frente do Conservatório Villa-Lobos e da Faculdade Villa-Lobos do Cone Leste Paulista. Não à toa, em 1998, foi nomeado “embaixador da música” de São José dos Campos. Sua atuação, entretanto, não se atém às fronteiras desse título carinhoso. Seu trabalho de irradiação internacional da obra de Villa-Lobos tem a chancela do Museu Villa-Lobos, (RJ), sacramentada então pela viúva do compositor, Arminda Villa-Lobos. Esse reconhecimento tem sido o principal passaporte de Acácio.

    Mesmo vivendo hoje na pequena cidade de Divino (MG),
    oito horas de viagem daqui, numa espécie de período
    sabático, Acácio tem se debruçado sobre algumas curadorias musicais para São José dos Campos, a cidade que o adotou
    em 1969, quando a família veio transferida de Botucatu (SP).
    Os projetos, previstos para 2022, estão sendo encaminhados para apreciação da Fundação Cultural Cassiano
    Ricardo (FCCR), que gere as atividades artísticas da cidade.
    O objetivo de Acácio é celebrar com música os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 22, trazendo o violão para
    o centro da cena, como fez Villa-Lobos com algumas composições.

    Acácio e os também violonistas Alexandre Wuensche e Milton Costa já começaram a ensaiar. Na verdade, o concerto “O abraço entre o erudito e o Popular”, no próximo dia 18 de novembro, no Teatro Benedito Alves, em São José dos Campos, será uma prévia aos demais a celebrar o violão e o modernismo na música do Brasil. Fará parte da já tradicional programação do “Mês da Música”, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. “A ideia é trazer ao público a eloquência do antropofagismo cultural presente nas obras dos artistas da Semana de Arte Moderna de 22”, diz o curador.

    Villa-Lobos

    “Villa-Lobos era moderno antes da própria semana de arte moderna, nasceu moderno”, gosta de dizer Acácio, que tem visto de perto como as obras do maestro brasileiro continuam a emocionar, mantêm sua vitalidade e provocam aplausos no mundo inteiro. As Bacchianas Brasileiras, Trenzinho Caipira, Choro nº1 sempre alimentam repertórios dos Estados Unidos ao Japão. Em 1987, para comemorar o centenário de nascimento do maestro, Acácio fez concertos pelo Brasil. Em 2019, nos 60 anos da morte de Villa-Lobos, levou as peças de violão do compositor ao Sesc, mas também a palcos de universidades de Moscou e do México. Sucesso absoluto. Um disco inteiro foi dedicado a Villa-Lobos em 2004.

    Sinal dos tempos, o célebre brasileiro foi vaiado em 22 durante concerto no Teatro Municipal de São Paulo. Na ocasião, mais do que a música, a elite não perdoara a modernice de sua apresentação de gala em chinelos (na verdade o compositor enfrentava era uma crise de gota). As apresentações, entretanto, deram muita visibilidade ao artista que, no ano seguinte, partiu para uma curta temporada em Paris. “Voltou mais Villa-Lobos do que nunca”, responde Acácio ao ser questionado sobre as influências europeias do compositor. Não que elas não existissem. Essas, Villa-Lobos as deglutiu, ao ritmo do antropofagismo assinalado por Oswald de Andrade, parte de um tripé onde entravam ainda suas variadas pesquisas folclóricas, resultado de caravanas pelo país, e aquelas de raízes africanas.

    Em documento que entrou para a história da música – e nem era partitura! –  o grande maestro e pianista americano Leonard Bernstein (1918-1990), talvez para não se atrapalhar com tanta novidade, anotou numa ficha a profusão de instrumentos incorporados por Villa-Lobos nas peças compostas para várias formações: estão lá a matraca, o reco-reco, o pandeiro, o tamborim (“tocado com o joelho”), na simbiose criativa com os mais clássicos. Alguns críticos dizem que o violão sempre funcionou muito bem como mediador entre o universo da música clássica e o da música popular. Villa-Lobos sabia disso.

    Acácio Oliveira

    Há muito de persistência na carreira de Acácio Oliveira até chegar a Villa-Lobos. Em 1977, ainda jovem autodidata, ouviu um “pára! está muito ruim!” do professor, o grande violonista Turíbio Santos, durante uma audição no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Não tinha se dado bem ao tentar interpretar uma sonata de Domenico Scarlatti. Em 1982, de volta ao festival, conseguiu levar até o fim uma composição espanhola e ouviu do mesmo Turíbio um: “Acácio, está perfeito!”. Na ocasião, o violonista não se lembrou de Acácio, que lhe contou a história tempos depois.

    O primeiro contato de Acácio com a música se deu ainda na adolescência, no final dos anos 1960, em Botucatu, interior de São Paulo. Integrava a banda Os Jetsons, no contrabaixo, arrasando como cover dos Beatles. Tocavam no Tênis Clube da cidade, no espaço Tristão de Athayde (no andar superior do Cine Paratodos) e faziam um som também no programa “O Reino da Gurizada”, na PRF-8, popular rádio local.

    Já em São José dos Campos, a partir de 1969, encontrou o cavaquinho, passou a interagir com grupos de choro e até atuou no Carnaval, acompanhando o puxador de samba da Calazans e seus Acadêmicos. A paixão pelo violão e o deslumbramento com a música clássica aconteceram em 1977, ao participar do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Além de Turíbio Santos, teve como professores Henrique Pinto, Alexandre Lagoya, Miguel Angel Girold e Àlvaro Pierri.

    O aperfeiçoamento, a experiência de concertista, levaram o instrumentista à criação do Conservatório Musical Heitor Villa-Lobos, em 1980, em espaço que durante um tempo dividiu com o atelier de artes plásticas da mãe, a pintora Sônia Oliveira. Anos mais tarde, fundaria a Faculdade Heitor Villa-Lobos do Cone Leste Paulista. As escolas enfrentaram crises financeiras e foram fechadas, sem que a cidade desse um pio, sem que houvesse interesse de empresários em adquiri-las ou o poder público as incorporasse. E isso porque foram mais de três décadas dedicadas ao ensino de música!

    “Sua Majestade o Violão”

    Batizado de “Sua Majestade o Violão – O Mal Dito pelo Bem Dito”, um dos projetos pensados por Acácio em Divino (MG) prevê cinco dias de concertos em São José dos Campos, com repertório do violão seresteiro solo. Na pesquisa preliminar do curador estão incluídos compositores e artistas como Aníbal Augusto Sardinha (Garoto), João Teixeira Guimarães (João Pernambuco), Américo Jacomino (Canhoto), Baden Powell, Paulinho Nogueira e Dilermando Reis.

    “Será uma reflexão histórica do desenvolvimento técnico e musical desse instrumento brasileiríssimo, focando em seus principais intérpretes e compositores do século passado”, diz Acácio. Para apresentá-los, violonistas joseenses: Alexandre Wuensche, Bruno Madeira, Lucas Pulin, Milton Costa, além do próprio Acácio. Ao lado dos concertos, o plano é montar ainda uma exposição de fotografias, acompanhadas de 50 discos em acetato da época de ouro do violão. Acácio não esqueceu de incluir nesse pacote, uma homenagem a Elmano Ferreira Veloso, prefeito de São José dos Campos entre 1959 a 1962, respeitado seresteiro do violão joseense, integrante do conjunto musical “Seresteiros ao Luar”, então muito presente na Rádio Clube da cidade.

    Camerata & Virtuosos

    Já o projeto “Camerata Joseense & Virtuosos do Banhado 2022” propõe duas séries de apresentações instrumentais, num total de nove concertos, com o objetivo de difusão da música de câmara dos períodos Renascentista, Barroco, Clássico e Contemporâneo. Acácio quer aproximar violonistas e pianistas internacionais de São José dos Campos dos músicos da Orquestra Comunitária da cidade. A orquestra, constituída em 2020, é gerida pelo AFAM (Instituto para o Apoio e a Formação Artística Musical em São José dos Campos) e tem como maestro titular Bartholomeu Vaz que, segundo Acácio, “tenta recuperar o sentido de uma orquestra comunitária na cidade”. Acácio defende que “envolver jovens músicos da comunidade é fundamental para a própria sobrevivência de projetos importantes como esse da orquestra; assim se consegue criar raízes”. Jovens da Camerata (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) terão oportunidade de aperfeiçoamento técnico, explorando a experiência de solistas, os violonistas Alexandre Wuensche, Bruno Madeira, Lucas Pulin, Milton Costa e Acácio Maurício e as pianistas Rosana Civile, Olga Lazareva e Clara Sarur.

    Outra interação dos músicos da comunidade e músicos profissionais está prevista em “Orquestra Comunitária & Solistas Joseenses”, projeto para o mês da Música, em novembro de 2022. Para a performance dos solistas estão programados: Concerto Andaluz para 4 Violões e Aranjuez, de Joaquin Rodrigo, e a execução orquestral de temas espanhóis.

    Acácio é um músico eclético, e defende esse ecletismo. Dedica-se, sim, ao estudo da fantástica obra para violão de Villa-Lobos, mas encara a Bossa Nova com a mesma paixão (“considero Tom Jobim um continuador de Villa-Lobos”). Pode ser ouvido interpretando Bebê, de Hermeto Paschoal, na companhia de Dennis Belik e Nilton Blau, ou dedilhando sozinho o Prelúdio 1, de Bach. Consegue “ranger” suas cordas para dar vida aos “carros-de-boi”, aos “carrilhões” de João Pernambuco. Tem um CD pronto, Unforgettable American Songs (Standards for Classical Guitar), com hits dos anos 1910 a 1940. Acácio concorda que o violão é um bom acompanhamento para voz. Vale lembrar do sucesso do instrumento entre os bossanovistas, sempre com seus Di Giorgio, Giannini e Del Vecchio a tiracolo (“o meu foi mesmo um Rei dos Violões”, diz Acácio). O violão do instrumentista já acompanhou o Romancero Gitano, de Garcia Lorca, todo cantado, em performance pioneira na América Latina. Acácio confessa que tem mesmo uma queda por música espanhola. Lembremos que foi com uma delas que ele ouviu um “perfeito!” de Turíbio Santos.

     

    Discografia

    1999 – Preludium

    2001 – Violão e Orquestra Gestual

    2003 – Un elegant recital

    2004 – Acácio Oliveira interpreta Heitor Villa-Lobos

    2005 – A Voz do Violão

    2006 – Romancero Gitano (participação)

    2021 – Unforgattable American Songs

     

     

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    José Guilherme Ferreira

    José Guilherme Ferreira

    Escritor, jornalista e editor, José Guilherme Rodrigues Ferreira é formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi editor-chefe do Diário do Comércio e participou de equipes nas redações da TV Globo, Agência Estado, Agência Folha, Jornal da Tarde e Globo Rural. É autor de Vinhos no Mar Azul, agraciado em 2009 com o Gourmand World Cookbook Awards, e de O Almofariz de Deméter.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresMarina Bragante, secretária-executiva de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo
    Próxima Notícia Brasil registra mais 15.591 casos de Covid-19 e 451 mortes em 24 horas

    Notícias Relacionadas

    São José já está no roteiro das celebridades do vinho. O português Luís Pato vem à cidade apresentar o frescor de vinhos da Bairrada

    25 de maio de 2026

    Vinho e arte na mesma garrafa: a alegria dos rótulos que vão bem com pizza

    15 de maio de 2026

    Gabriel Bere & irmãos expõem gravuras em ateliê de SJC — são jovens do Timor-Leste reconstruindo seu país

    13 de fevereiro de 2026
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado

    Vicentina Aranha








    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    jornalismo@spriomais.com.br

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    comercial@spriomais.com.br

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    comercial@spriomais.com.br 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.