
O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi preso nesta sexta-feira (13) pela Polícia Federal, após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O ministro determinou a prisão preventiva, alegando que Jefferson é suspeito de ter envolvimento com uma milícia digital que atua contra a democracia.
A Polícia Federal cumpriu o mandado de busca e apreensão e de prisão na residência do político, que é aliado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além da prisão preventiva, o ministro também determinou a busca e apreensão de armas e munições de propriedade de Roberto Jefferson, “bem como de computadores, ‘tablets’, celulares e outros dispositivos eletrônicos”.
Jefferson estava na cidade de Comendador Levy Gasparian, a cerca de 130 quilômetros do Rio de Janeiro. O ex-deputado segue para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e, na sequência, seguirá para a Superintendência da Polícia Federal.
O advogado de Jefferson divulgou uma nota dizendo que, “o que a gente sabe é que é um mandado emitido pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, relativo a um inquérito novo, aberto no fim de julho, sobre milícias digitais. Ainda estamos nos inteirando dos fatos”.
Mensalão
Jefferson foi um dos pivôs do mensalão. Embora ele tenha denunciado o esquema, também recebeu recursos dele, conforme conclusão do STF. Ele cumpriu pouco mais de um ano da pena atrás das grades e mais um ano em prisão domiciliar, até receber o indulto natalino no fim de 2016, concedido pelo então presidente Michel Temer (MDB). Ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.