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O Instituto Butantan iniciou os estudos para analisar se a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, é efetiva contra a variante delta (B.1.617.2, indiana) do SARS-CoV-2. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21), pelo presidente do instituto, Dimas Covas, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.
“Nesse momento existem estudos em andamento com relação ao desempenho das vacinas, especificamente em função da variante delta”, afirmou Dimas. “Essa é uma medida necessária, e todas as vacinas têm que ser testadas dessa maneira. O Butantan se prepara para muito em breve também fazer um estudo semelhante a esse.”, afirmou Dimas Covas.
De acordo com o governo estadual, até o momento, há nove casos da variante delta no estado de São Paulo. Segundo o último boletim epidemiológico da Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2, a variante gama ainda predomina em todo o estado, concentrando 90,74% dos casos, enquanto a variante delta tem incidência de 0,03%.
Dimas Covas ainda informou, que dentre as ações que estão sendo planejadas em relação à vigilância epidemiológica da variante delta, está o aumento do número de amostras sequenciadas e uma enquete soroepidemiológica para entender a penetração da variante na região.
Novas doses da CoronaVac ao PNI
Ainda nesta quarta-feira (21), um novo lote contendo 1,5 milhão de doses da CoronaVac foi encaminhado pelo Instituto Butantan ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.
Com esse envio, o Instituto totaliza cerca de 57,649 milhões de doses da vacina entregues ao Governo Federal para a campanha nacional de imunização contra a Covid-19.