Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O aluguel do “supercomputador” da Oracle, que falhou nas eleições municipais no último domingo (15) provocando lentidão na divulgação dos resultados, custou R$ 26 milhões aos cofres públicos, segundo informações do jornal OGLOBO.
De acordo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o problema foi provocado por um algoritmo de inteligência artificial que funcionou de forma mais lenta do que previsto. O papel do algoritmo era ajustar o desempenho da máquina para a demanda de processamento de dados.
O preço se explica, segundo fontes de área, pelo fato de que o servidor é hospedado dentro do datacenter do TSE e não em “nuvem”, devido à preocupação com a segurança de manter os dados dos eleitores dentro do território brasileiro.
Em nota divulgada na noite desta terça-feira (17), o TSE afirmou que realizou cinco testes da totalização dos votos, mas só dois com o equipamento da Oracle. Em nenhum deles, porém, foi simulado um ambiente igual ao da eleição.
O TSE afirmou ainda que a máquina já está “treinada” e por isso, o problema não deve afetar o segundo turno, no dia 29 de novembro e que, “a Oracle cumpriu, no curso do episódio, todas as obrigações assumidas” em relação à manutenção e que “a falha no plano de execução no primeiro turno não se repetirá no segundo turno”.
