Foto: Governo de SP
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que não aceitará pressões políticas para ampliar a flexibilização em cidades do Vale do Paraíba, como reivindica o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB).
“Nenhum prefeito e nenhum setor da economia será capaz de pressionar o governo para mudar aquilo que está escrito, previsto e planejado no Plano São Paulo e fundamentado na saúde”, disse Doria em resposta à pergunta de OVALE, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13).
O governador garantiu que não vai ceder a apelos para aumentar a flexibilização e que seguirá o que foi estabelecido pelo Plano São Paulo, “com base na saúde”.
E completou: “Dialogar sempre, não há dificuldade em dialogar e ouvir, e com isso melhorar a nossa capacidade de reação, desde que a saúde permita”.
Em vídeo postado na internet, Felicio criticou a manutenção do Vale na fase laranja do Plano São Paulo e questionou dados do governo estadual.
“Permanecemos fechados no início [da quarentena] sem necessidade e agora os comerciantes têm que continuar fechados, enquanto os da capital e da Grande São Paulo reabrem. Penalizamos os comerciantes do interior. Essa é uma falha em relação ao Plano São Paulo”, disse Felicio.
O prefeito afirmou que irá propor ao Estado que regiões que estejam a mais de seis semanas na mesma fase, caso da RMVale, tenham reavaliações semanais, e não a cada 14 dias.
“Tudo indica que possamos ter essa avaliação e passar de fase na próxima semana. Esse vai ser pleito ao governo.”
Felicio questionou ainda a manutenção de São José na fase laranja enquanto a cidade de Santos avançou para a fase amarela, permitindo a reabertura de bares e restaurantes.
“Entre as cidades com mais de 400 mil habitantes, São José é a que tem o menor número de óbitos, e lamentamos cada morte. Santos tem seis vezes mais óbitos por habitantes do que São José e está na fase amarela, enquanto permanecemos na fase laranja. Há falhas que devem ser corrigidas”, disse Felicio.
E acrescentou: “A meu ver, a cidade poderia ter mais reabertura, com toda a segurança e restrições”.
