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A família da cirurgiã plástica Cláudia Francisco Oliveira, que trabalha em São José dos Campos, encara o desafio de ajudar 40 mulheres vitimadas pelo câncer de mama a reconstruírem os seios de forma gratuita em cirurgias previstas para março de 2020.
Serão atendidas mulheres sem convênio médico e recursos próprios, especialmente as que estão aguardando a reconstrução das mamas há mais tempo.
O ‘Projeto SER’ (sigla de ‘Self Esteem Restoration’) ou “Reconstruindo a Autoestima” nasceu da conversa de Cláudia com a filha Maria Antonio Francisco Oliveira, estudante de psicologia na Northeastern University, em Boston, nos EUA. O marido dela, o anestesista Elcio Oliveira, também participa.
A médica explica que o projeto busca doações de empresas e o voluntariado de profissionais da saúde. Eles tentarão ainda arrecadar dinheiro para bancar os custos hospitalares e com medicamentos. A previsão é de R$ 215 mil para as 40 cirurgias.
“Ao longo dos anos, faço muita reconstrução na clínica privada, particular e convênio. E queríamos atender gratuitamente a pessoas que não têm condição de pagar”, disse Cláudia.
O projeto tem site (www.projetoseroficial.com) para adesão das mulheres. A equipe também deve fazer contato com médicos e com a rede pública para indicações.
Os critérios de seleção serão de renda, tempo de mastectomia (retirada da mama), resultados de exames laboratoriais, liberação de oncologista e residência em São José e cidades próximas.
Devem ser escolhidas 50 mulheres para que 10 fiquem numa fila de espera, caso surjam desistências ou problemas de última hora. Tudo vem sendo planejado para aproveitar ao máximo a voluntariedade dos profissionais de saúde e as doações das empresas.
Segundo Cláudia, a cirurgia geralmente aumenta a qualidade de vida de muitas mulheres que tiveram câncer de mama, além de diminuir a probabilidade de desenvolver depressão e ansiedade.
“A perda do seio é relacionada à baixa autoestima, e isso complica. Muitas vezes perde o companheiro e fica sozinha. Antes da reconstrução, as mulheres usam roupas discretas, e depois voltam a usar peças mais decotadas”, afirmou.
