Foto: Arquivo Pessoal
Registros da portaria do condomínio Vivendas da Barra, onde mora o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Ronnie Lessa e o motorista Anderson Gomes – Ronnie e Anderson são os principais suspeitos do assassinato de Marielle Franco, mostram que Élcio de Queiroz, outro suspeito do crime, entrou no local horas antes do suposto ato criminoso e disse que iria para a casa do presidente, então deputado.
A informação foi veiculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta terça-feira (29). No dia da morte da ex-vereadora do Rio de Janeiro, o porteiro que trabalhava no controle de acessos anotou o nome de Élcio e a placa do veículo.
O suspeito teria pedido autorização para ir até a casa número 58, que pertence ao presidente – o porteiro afirma que, via interfone, uma voz afirmando ser “Seu Jair” autorizou a entrada de Élcio. Ele, no entanto, foi até a casa 66, onde morava Ronie Lesssa, apontado pelo Ministério Público como possível autor dos disparos.
Como houve citação direta ao nome do presidente, a lei obriga o STF (Supremo Tribunal Federal) a analisar a situação. De acordo com o registro da Câmara dos Deputados, onde Bolsonaro cumpria mandato na época, o presidente estava em Brasília no dia do crime.
