Foto: SP RIO+
O deputado federal Eduardo Cury (PSDB) retornou a São José dos Campos, sua base eleitoral, durante o recesso da Câmara dos Deputados, em Brasília, após a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno, por 379 votos favoráveis e 131 contrários. O deputado votou a favor da reforma.
Em entrevista ao jornal Abre Aspas, Cury falou sobre o andamento da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças nas regras de aposentadoria. O deputado destacou que para o segundo turno de votação na Câmara só poderão ser feitas mudanças do tipo supressivo no texto aprovado, para a retirada de um capítulo.
“Agora, no segundo turno, é mais difícil ser aprovada uma modificação porque você tem que retirar um capítulo inteiro. Mas se aprovar, pode ter um impacto de 100, 200 bilhões [na economia prevista com a Previdência]”, disse Cury.
ESTADOS E MUNICÍPIOS
Um dos pontos mais discutidos na reforma da Previdência é a inclusão de estados e municípios, não aprovada no primeiro turno da votação. O destaque deve ser aprovado no Senado como uma PEC paralela e precisará voltar à Câmara para nova votação.
Para Eduardo Cury, a aprovação da PEC deve acontecer já que os estados estão quebrados.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Após o segundo turno de votação da reforma da Previdência, o foco da Câmara dos Deputados será a reforma tributária. Cury afirmou que é um reformista “optei por ter essa missão de representar nossa região, em Brasília, para fazer reforma”.
Questionado sobre o impacto dessa reforma para o país, o deputado disse que é o que vai voltar a fazer o Brasil crescer.
“O Brasil tem uma carga tributária muito alta. Para manter uma carga tributária tão alta como essa que nós temos, só tem um jeito: através de impostos sobre consumo, que pega os mais pobres”.
O deputado cita como exemplo impostos aplicados em energia elétrica, em contas telefônicas e combustíveis.
“É a reforma mais difícil de aprovar porque mexe no equilíbrio federativo entre estados e municípios. A proposta da reforma, um dos eixos dela, é condensar todos os impostos sobre consumo em um único imposto”.
Cury explica que no primeiro momento não há uma redução na carga tributária, apenas uma junção dos impostos.
“Não há uma diminuição porque não tem como substituir essa arrecadação que é usado para manter a máquina pública”.
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