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    Sem futuro definido por Felicio, Teatro Invertido completa 11 anos

    5 de maio de 2019Nenhum comentário3 Minutos de Leitura
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    Júlio Codazzi/OVale

    Sem futuro definido por Felicio, Teatro Invertido completa 11 anos

    Foto: Rogério Marques

    O governo Felicio Ramuth (PSDB) não tem nenhum projeto previsto para a área em que seria construído o Teatro Municipal de São José dos Campos, no bairro Santana. Nesse domingo, 5 de maio, completam-se 11 anos de paralisação da obra, que ficou conhecida como Teatro Invertido.

    Até 2018, devido a perícias judiciais previstas para o local, nenhuma intervenção podia ser feita no espaço. Com a perícia já realizada, não há mais impedimento.

    Apesar disso, após ser questionado pela reportagem, o governo Felicio informou que o plano de gestão do prefeito “não prevê nenhuma construção no local”.

    Desde o início de abril, máquinas da prefeitura trabalham na área. Mas, segundo a gestão tucana, o serviço busca apenas “eliminar pontos de acúmulo de água, com o objetivo de evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, e retirar restos de obras (vergalhões) que possam causar ferimentos em pessoas”.

    O vereador Wagner Balieiro (PT) criticou a falta de projetos para o local e também os serviços que estão sendo executados na área. “A prefeitura está inutilizando aquilo que já estava pronto. Ajustado em valores atuais, temos pelo menos R$ 1,2 milhão ali”.

    FALHA

    Iniciada em outubro de 2007, na gestão Eduardo Cury (PSDB), a primeira fase da obra deveria ter sido concluída em março de 2008, por R$ 3,9 milhões. Mas em 5 de maio de 2008, com apenas 17,33% de execução, foi feita a rescisão amigável do contrato com a Teto Engenharia, que chegou a receber R$ 707 mil. A construtora Lopes Kalil foi contratada para a segunda fase, que começaria em fevereiro de 2008, por R$ 8,6 milhões, mas também houve rescisão em maio, já que a primeira fase não havia sido concluída. Não houve pagamentos à Lopes Kalil.

    Posteriormente, constatou-se que o gabarito da obra foi invertido: a frente do teatro, que deveria ficar de fronte para o Parque da Cidade, foi feita para a Avenida Olivo Gomes.

    Em 2009, vereadores do PT ajuizaram uma ação pedir que Cury e os engenheiros da prefeitura que eram responsáveis pela obra fossem condenados a ressarcir o município do prejuízo ocorrido.

    No ano passado, essa ação foi apensada em outra, em que o Ministério Público pede a condenação do ex-prefeito e de outros responsáveis por improbidade administrativa. Além da inversão do gabarito, a denúncia cita superfaturamento.

    Em nota, Cury negou qualquer irregularidade. “A falha foi detectada e o teatro não chegou a ser construído, não gerando nenhum prejuízo aos cofres públicos”.

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