Foto: Alexandre de Moraes/ Agência Brasil
A Polícia Federal cumpre nesta terça (16) mandados de busca e apreensão para aprofundar investigações de suspeitas de injúria e difamação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação ocorre nos estados de São Paulo, Goiás e Distrito Federal.
A operação foi autorizada depois do inquérito feito em março para apurar ofensas a membros da Suprema Corte e informações falsas envolvendo os integrantes do tribunal. O relator do inquérito é o ministro Alexandre de Moraes.
No processo, o ministro diz que existem frequentes postagens em redes sociais “de mensagens contendo graves ofensas a esta Corte e seus integrantes, com conteúdos de ódio e de subversão da ordem”.
Na operação, houveram apreensão de celulares, tablets e computadores, Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais dos alvos e disse que todos devem prestar depoimento.
O general da reserva Paulo Chagas que foi candidato derrotado ao governo do Distrito Federal na eleição do ano passado pelo PSL, fez uma postagem em uma rede social, que é alvo de um dos mandados expedido pelo ministro do Supremo.
“Caros amigos, acabo de ser honrado com a visita da Polícia Federal em minha residência, com mandado de busca e apreensão expedido por ninguém menos do que ministro Alexandre de Moraes. Quanta honra! Lamentei estar fora de Brasília e não poder recebê-lo pessoalmente”, escreveu Paulo Chagas.
O inquérito foi alvo de críticas de procuradores que atuam na Operação Lava Jato, juristas e até mesmo integrantes do STF. O ministro Marco Aurélio Mello foi uma das vozes críticas à decisão de Dias Toffoli.
As pessoas alvos dos mandados de busca e apreensão foram:
Carlos Antonio dos Santos, em Ribeirão Pires (SP)
Erminio Aparecido Nadin, em São Paulo (SP)
Gustavo de Carvalho e Silva, em Campinas (SP)
Isabella Sanches de Souza Trevisani, em Ferraz de Vasconcellos (SP)
Omar Rocha Fagundes, em Anápolis (GO)
Paulo Chagas, em Taguatinga (DF)
Sergio Barbosa de Barros, em São Paulo (SP)
Por Douglas Cruz
