
Otimismo cauteloso.
É assim que empresários, economistas e profissionais liberais da RMVale esperam o início do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no país. O presidente eleito toma posse na próxima terça-feira.
À parte sindicatos de trabalhadores e entidades ligadas a partidos de esquerda, que já fazem críticas ao governo, outros setores da sociedade organizada revelam uma expectativa positiva para o próximo presidente, porém sem exageros.
Espera-se uma recuperação da economia já em 2019, com geração de emprego, mas ainda abaixo do que a região vai precisar para recuperar o nível de emprego de 2013, antes do início da crise econômica.
A RMVale acumula 46 mil empregos fechados de janeiro de 2014 a novembro de 2018, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.
“A expectativa para o novo governo é positiva. Vamos ver as primeiras medidas. Serão muito importantes as reformas, e principalmente a questão de ter uma economia mais aberta”, afirmou o empresário Cesar Augusto Teixeira, diretor da regional de São José do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
Segundo ele, a principal fonte de otimismo é a área econômica do próximo governo, de “viés liberal”, que poderá fazer “as reformas e a economia tende a crescer e a dar uma virada no sentido de ser mais liberal, além das privatizações”.
Porém, Teixeira pede cautela com as expectativas. “Temos que aguardar para ver se a coisa realmente acontece. A equipe é nova e ainda terá que se ajustar. É um bom time, mas vai ter que jogar o jogo. Política não é simples. Uma coisa é discurso e outra é realidade”, afirmou o diretor do Ciesp, cobrando as reformas da Previdência e Tributária. “São as principais no novo governo”.
Para o economista Luiz Carlos Laureano, a tendência é de uma melhora em 2019 em um ritmo mais lento, independente do novo governo. Ele espera um crescimento mais acelerado a partir de 2020.
“É complicado recuperar as vagas perdidas com o desemprego. Não devemos nos esquecer de comparar com 2014, porque a situação tem que ser comparada com o ano em que estávamos positivos”.
E completou: “Se não tiver nenhuma anormalidade, como crise política, o governo deve tomar as medidas certas”.
Para Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, o panorama não é de otimismo: “2019 começa sob o comando de um novo governo, com projetos preocupantes”.
(O Vale)