
Fui fazer a cobertura do ato pró-Lula deste sábado, antes do julgamento da nação, vulgo, eleição de segundo turno.
Como alguém que pode dizer que já esteve em algumas manifestações de rua, dos dois lados da calçada, percebi que, apesar de a maior parte do público usar camisas e bandeiras com o rosto de Lula, muitos não eram necessariamente camaradas do partido.
Havia anti-flavistas, e o próprio movimento abriu espaço para essa possibilidade. O PT tem tentado dialogar com a direita que defende ideias, pasme, de direita, em vez de defender alguém pelo sobrenome, como acontece no bolsonarismo.
O que mais me chamou a atenção foi a mudança em alguns dos cânticos petistas que eu costumava ouvir. O clássico “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar” virou “Trabalhador, olha pra cá, eu tô lutando pro seu filho estudar”.
Quem vai decidir as eleições são os eleitores que ainda estão em cima do muro. Os votos brancos e nulos também entram nessa equação, mas são os indecisos que ainda podem mudar de lado. Eles são os alquimistas desta eleição.
Como diria Jorge Ben, “Eles são discretos e silenciosos, moram bem longe dos homens, escolhem com carinho a hora e o tempo do seu precioso trabalho”.
Os alquimistas são aqueles que rejeitam os dois lados. Não falam, não gritam, apenas rejeitam ambos.
Agora, cabe ver qual lado vai conseguir conquistar mais alquimistas. Lembremos: “Eles evitam qualquer relação com pessoas de temperamento sórdido”.
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