
Durante a celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, nesta segunda-feira (12), o arcebispo Dom Mário Antônio da Silva celebrou a missa solene das 9h no Santuário Nacional de Aparecida. Em sua homilia, defendeu uma paz desarmada.
Ao falar sobre o Evangelho de Jesus, ele afirmou que os ensinamentos cristãos não autorizam o ódio contra quem pensa diferente, mas incentivam o diálogo e a reconciliação.
“Sabemos que Jesus manda construir a paz, e aqui, escutando o Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante, mas muitas vezes alimentamos divisões, com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O Evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos. O Evangelho, sim, nos autoriza a construir pontes, onde alguém abre precipícios, ou túneis, onde alguém ergue muros”, disse o arcebispo.
Ao longo da homilia, Dom Mário Antônio também abordou temas como fome, pobreza, violência, guerras e destruição da natureza. Segundo ele, o evangelho não permite que os cristãos fiquem indiferentes aos problemas que afetam a população do Brasil e do mundo.
Apesar de mencionar questões sociais que dialogam com temas políticos, o arcebispo não abordou diretamente a disputa eleitoral nem fez críticas aos candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
No início da homilia, Dom Mário cumprimentou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), sua esposa e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estavam presentes na celebração. Também participaram da cerimônia a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), o político João Campos (PSB-PB) e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Dom Mário ainda cumprimentou o prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues (PL) e todas autoridades do executivo, judiciário, lesgislátivo e militares presentes.
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