
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidatos à Presidência da República, têm agendas previstas para esta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida.
A movimentação ocorre em meio à repercussão política em torno da padroeira do Brasil, com as campanhas buscando espaço junto ao eleitorado católico e uma troca de acusações sobre a disseminação de informações falsas envolvendo a santa.
Os dois devem participar de atividades religiosas em Brasília (DF), enquanto os candidatos a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Alfredo Gaspar (PL) têm compromissos no Santuário Nacional de Aparecida.
Flávio Bolsonaro deve participar de uma missa às 11h, na Catedral de Brasília, localizada na região central da capital federal. Já a agenda de Lula prevê atividades na mesma região, embora as atividades não tenham sido detalhadas
Alckmin diz rezar pela saúde do papa e futuro do Brasil
Alckmin publicou um vídeo nas redes sociais na manhã desta segunda-feira, informando que estava a caminho da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Segundo ele, a visita ocorre anualmente e, neste ano, inclui orações pela recuperação da saúde do papa Leão XIV e pelo futuro do Brasil.
“Hoje, especialmente, vamos pedir pela intercessão de Nossa Senhora pela saúde do papa Leão XIV. Que seja breve a recuperação de sua santidade. E pelo futuro do nosso Brasil”, afirmou o vice-presidente.
Polêmica envolvendo a padroeira
As agendas ocorrem após a circulação de publicações que atribuíam a aliados de Flávio Bolsonaro a defesa da retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A discussão foi relacionada a um projeto de lei apresentado em 2007 e posteriormente arquivado, além de manifestações de lideranças religiosas favoráveis à revisão do título.
Flávio acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de disseminar informações falsas contra ele. A entidade negou a acusação e cobrou provas do senador, afirmando que informações falsas não devem ser combatidas com outras mentiras.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tiveram decisões divergentes sobre a permanência de publicações relacionadas ao assunto nas redes sociais. agora, as campanhas adotam cautela para abordar o assunto, evitando o tom eleitoreiro, ataques e pedidos de voto.