
Não resta dúvida, Gilberto Kassab foi um dos grandes derrotados desta eleição. Ele não concorda, mas foi… Considerado um dos “gurus” da política de São Paulo e influente também na política nacional, Kassab coleciona uma série de erros e derrotas na atual campanha eleitoral que não deixam dúvida disso.
Em São Paulo, ele viu seu poder diminuir ao ser derrotado na escolha do vice na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição. Kassab reivindicou para si a vaga. Felicio Ramuth foi mantido na vice, por escolha do próprio Tarcísio, e, pressionado, trocou o PSD de Kassab pelo MDB de Baleia Rossi.
Pior: pela forma truculenta com que agiu no episódio, Kassab ainda saiu desgastado com Tarcísio, que não gostou da pressão pública do presidente do PSD e reduziu drasticamente a influência dele junto ao governo do Estado.
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Nas urnas, a dupla Tarcísio-Felício venceu em 639 dos 645 municípios do Estado. E, apesar do apoio à candidatura de Tarcísio, o PSD não esteve no palanque da vitória, na noite de domingo, um palanque dividido, principalmente, entre Republicanos, PL e MDB.
Na eleição nacional, Kassab lançou e foi vice de Ronaldo Caiado (PSD), cujo desempenho foi claudicante nas urnas — um quinto lugar, com 2,18% dos votos, atrás até de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), e bem distante de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sobrou a Caiado apoiar Flávio no segundo turno, de olho em um eventual ministério. Mas a busca por uma candidatura de terceira via, defendida por Kassab, essa fracassou redondamente nestas eleições.
E agora?
Sobra a Kassab o fato de o PSD ter eleito 43 deputados federais e 2 senadores. Isto é, tem cacife no Congresso Nacional. Fora, claro, governadores eleitos, como Raquel Lyra (PE) Fábio Mitidieri (SE) e Eduardo Braide MA), entre outros. Isso garante a Kassab o discurso de o PSD ter saído grande destas eleições. O PSD pode até ser, mas seu “chefe” está frente a um momento GPS, isto é, momento de recalcular a rota. Pode ter algum naco do governo no Estado? Até pode, mas não para matar a fome. Pode ter uma fatia do futuro governo Flávio? Pode, mas, pelo menos inicialmente, também não será um regabofe de peso.
Restará a Kassab se reinventar. Capaz disso ele é.
Segue o baile…
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