
Uma vacina 100% brasileira contra a forma de malária que predomina no país recebeu autorização para começar a ser testada em humanos. A Vivaxin, desenvolvida pelo CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório Cristália, recebeu nesta quarta-feira (7) a anuência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A autorização permite o início dos testes clínicos com voluntários e representa uma nova etapa no desenvolvimento da vacina contra o Plasmodium vivax, espécie do parasita responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil.
Atualmente, não existe vacina disponível para uso da população contra o P. vivax em nenhum país. A Vivaxin foi desenvolvida especificamente para combater essa espécie do parasita.
A decisão da Anvisa foi publicada por meio da Resolução-RE 3.956, de 6 de outubro. O documento aprovou duas solicitações apresentadas pelo CTVacinas: o dossiê de desenvolvimento clínico do medicamento e o processo de pesquisa clínica.
Com o aval, os pesquisadores poderão começar a produzir evidências em humanos sobre a segurança e o comportamento da candidata vacinal. Os resultados dessa etapa serão utilizados para avaliar o desempenho da vacina e orientar as próximas fases de desenvolvimento.
O projeto conta com apoio do governo federal, por meio de programas voltados ao desenvolvimento de soluções nacionais para a área da saúde e à pesquisa científica e tecnológica.
Veja também: Mulheres vítimas de violência afastadas do trabalho receberão benefício do INSS