
O governador Tarcísio de Freitas comparou o adversário Fernando Haddad ao personagem Pinóquio durante o debate da Rede Globo entre os principais candidatos ao Governo de São Paulo, exibido ao vivo na noite desta terça-feira (29). A referência foi feita em resposta a uma crítica de Haddad sobre o atendimento a crianças com deficiência na rede estadual de ensino.
Ao tratar do assunto, Haddad afirmou que o governo estadual teria eliminado os profissionais de apoio especializado dentro das escolas, o que deixaria mães de crianças com deficiência sem ter com quem contar enquanto trabalham.
Respondendo ao adversário, Tarcísio disse: “Haddad, você me lembra aquele personagem um desenho animado, né, que tinha um senhorzinho que era bonzinho, que fez um boneco, né, e quando o boneco mentia, o nariz crescia, né?”, em referência ao clássico conto de Pinóquio.
Em sua fala, Haddad afirmou que as famílias vivem uma “situação estranhíssima” em São Paulo e que o Estado não tem profissionais com a competência necessária para atender crianças com deficiência. Segundo Haddad, a rede estadual também não oferece parceria para atendimento em contraturno nem atendimento médico. Ele disse ter visitado mães atípicas na capital e ficado “perplexo” com os relatos, e atribuiu a falta de pessoal ao fato de o governo não realizar concursos, “nem para professor, quanto mais pro assistente”.
Depois da referência ao conto, Tarcísio negou a acusação. Segundo o governador, a gestão não retirou nenhum profissional de apoio especializado e, ao contrário, “contratou mais”, após uma licitação. Ele afirmou ainda que o governo manteve os profissionais de apoio nas escolas mesmo divergindo de uma orientação do Ministério da Educação.
Tarcísio ainda apresentou compromissos para a área. Anunciou que as escolas estaduais passarão a contar com salas sensoriais, para acomodação de estudantes em situações de crise, e prometeu jornada de trabalho flexível para mães atípicas que são servidoras, além de estimular empresas a adotarem a mesma medida. Citou também iniciativas já existentes, como os centros TEIA, a casa da mãe atípica e o apoio psicológico, e disse que a intenção é ampliar a política pública.
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