
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita as instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí, nesta sexta-feira.
A agenda está marcada para as 10h, na fábrica localizada às margens da Rodovia dos Tamoios, em um momento considerado decisivo para a empresa, que retomou as atividades neste ano após mais de três anos de crise financeira, paralisação da produção e uma das maiores greves da indústria brasileira.
A visita presidencial acontece poucos meses após a reativação da fabricante, tradicional empresa brasileira dos setores de defesa e tecnologia aeroespacial. A retomada das operações representa um marco para a companhia, que voltou a produzir após um longo período de incertezas e busca consolidar sua recuperação no mercado nacional e internacional.
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A agenda também marca o retorno de Lula ao Vale do Paraíba apenas dez dias após sua última passagem pela região. No dia 13 de julho, o presidente esteve no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos, onde conheceu a UGEE1000BR, a primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol desenvolvida integralmente no Brasil.
Avibras recebeu reconhecimento do Ministério da Defesa
Outro passo importante na recuperação da empresa foi o credenciamento da Avibras Aeroco como Empresa Estratégica de Defesa (EED), oficializado recentemente pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho.
O reconhecimento inclui a fabricante de Jacareí entre as companhias consideradas essenciais para a Base Industrial de Defesa do país. O selo é concedido a empresas que desenvolvem tecnologias estratégicas para a soberania nacional, garantindo acesso a programas governamentais, incentivos à inovação e oportunidades em compras públicas voltadas ao setor.
Retomada encerrou mais de três anos de paralisação
A antiga Avibras Indústria Aeroespacial retomou oficialmente as atividades em 4 de maio de 2026, adotando a nova denominação Avibras Aeroco. O retorno encerrou um período de mais de três anos de crise financeira, produção paralisada e uma das greves mais longas da história recente da indústria brasileira.
A paralisação dos trabalhadores começou em setembro de 2022, após sucessivos atrasos no pagamento de salários, e durou cerca de 1.280 dias. O fim da greve foi viabilizado por um acordo entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região para quitar as dívidas trabalhistas.
Com a reestruturação, a empresa voltou a ser comandada por Sami Hassuani, que já presidiu a fabricante em outros períodos. A nova gestão afirma que pretende consolidar a recuperação da companhia, fortalecer sua atuação no mercado de defesa e ampliar a presença em novos segmentos da indústria aeroespacial.