
Faltam 1.419 dias para a Copa do Mundo de 2030, na contagem regressiva iniciada nesta segunda-feira (20). Enquanto o Brasil já começa a projetar o próximo Mundial, um dos principais debates entre os torcedores envolve o futuro de Neymar na Seleção Brasileira.
Uma pesquisa da agência de inteligência de mercado IMO Insights, realizada com homens e mulheres a partir de 18 anos, mostra que 46% dos entrevistados acreditam que o ciclo de Neymar com a camisa da Seleção chegou ao fim. Apesar de representar a maior parcela dos participantes, o índice não configura maioria absoluta, já que não ultrapassa os 50%.
Embora as opiniões estejam divididas, o levantamento revela um desgaste significativo da imagem do atacante. Para 67% dos entrevistados, a saída de Neymar abriria espaço para uma renovação da equipe visando à Copa de 2030. Em contrapartida, 14% discordam dessa avaliação, enquanto 18% afirmaram não ter uma opinião formada.
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O último ciclo de Neymar pela Seleção foi marcado por uma sequência de lesões. Antes da Copa do Mundo de 2026, o atacante chegou à apresentação da equipe ainda se recuperando de uma lesão de grau dois na panturrilha direita, situação que gerou dúvidas entre os torcedores sobre sua participação no torneio.
O futuro do camisa 10 também é incerto no futebol de clubes. Após a eliminação do Brasil diante da Noruega, o pai e empresário do jogador, Neymar da Silva Santos, divulgou uma carta aberta incentivando o filho a continuar a carreira. Atualmente, Neymar tem contrato com o Santos até o fim deste ano.
Caso realmente tenha encerrado sua trajetória na Seleção Brasileira, o atacante deixa um legado expressivo. Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), Neymar marcou 80 gols em 130 partidas oficiais, tornando-se o maior artilheiro da história da Seleção, superando Pelé, que marcou 77 vezes. Entre os principais títulos conquistados estão a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e a Copa das Confederações de 2013.
CBF também é alvo de críticas
A pesquisa também mostra que os torcedores esperam mudanças profundas na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para o próximo ciclo mundialista.
Entre as Copas de 2022, no Catar, e 2026, a entidade passou por mudanças na presidência e trocou quatro vezes de treinador. Nesse período, comandaram a Seleção Ramon Menezes (interino), Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti.
De acordo com o levantamento, 86% dos entrevistados acreditam que a CBF precisa passar por mudanças estruturais para que o Brasil volte a disputar o protagonismo no futebol mundial. Além disso, 72% consideram que problemas de gestão contribuíram para a eliminação precoce da Seleção na última Copa.
Apesar das críticas à entidade, a maior parte dos entrevistados não atribui à CBF a principal responsabilidade pelo fracasso da equipe. Apenas 14% apontaram a confederação como a maior culpada pela eliminação. Para os participantes, os principais fatores foram o desempenho dos jogadores (30%), as decisões do técnico Carlo Ancelotti (20%) e a convocação da equipe (19%). Apenas 6% avaliaram que a Noruega, adversária que eliminou o Brasil, foi simplesmente superior em campo.