
O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores autores da televisão brasileira, morreu nesta terça (7) na capital paulista, aos 95 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Em janeiro deste ano, ele chegou a ficar 19 dias internado para tratamento de uma infecção urinária associada a um quadro de insuficiência renal crônica.
Benedito deixa um legado de novelas que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural e apresentam amores intensos. Sua obra é conhecida por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta e crença em valores positivos”, como ele mesmo definia.
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Nascimento e início da carreira
Natural de Gália, interior de São Paulo, Benedito nasceu em 1931 e passou a infância em Vera Cruz, região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Com a morte precoce do pai, trabalhou desde cedo como auxiliar em firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
O gosto pela escrita o levou a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, o início de sua trajetória como roteirista.
Carreira na televisão
Sua estreia na TV aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Em 1971, escreveu “Meu Pedacinho de Chão”, produzida em parceria entre a TV Cultura e a Globo. Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucessos no horário das 18h.
Em 1990, na TV Manchete, escreveu “Pantanal”, novela que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro – uma obra que se tornaria um marco na história da teledramaturgia.
Entre seus maiores sucessos estão:
- Meu Pedacinho de Chão (1971)
- Cabocla (1979)
- Pantanal (1990)
- O Rei do Gado (1996)
- Terra Nostra (1999)
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor” , definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.