
As carruagens puxadas a cavalo, que atendem os turistas no Central Park, em Nova York, estão com seus dias contados.
Neste mês de junho, duas tragédias são prenúncio do fim:
- Na primeira semana do mês, um cavalo de 16 anos de idade, o Deniz, desmaiou na parte oeste, exausto pelo serviço de puxar a carruagem, agonizou na pista e morreu minutos depois.
- Na terceira semana, um motorista de carruagem desceu para tirar uma foto dos passageiros, uma família de indianos, mas o cavalo se assustou e saiu em disparada. Em uma curva fechada, a cabine tombou para o lado esquerdo e se despedaçou no chão. O filho adolescente morreu no acidente.
As autoridades anunciaram a suspensão dos passeios, mas o debate pelo fim definitivo do uso dos cavalos ganhou as ruas.
Os animais estão sofrendo? O que ocorre com eles no Park?
As entidades de proteção aos direitos dos animais aumentaram a pressão para aprovação de lei que bane todos os serviços de carruagens puxadas a cavalo da cidade de Nova York.
É o projeto Ryder’s Law que está sobre a mesa. Ele prevê a proibição de tração animal, propõe alternativas para os passeios turísticos, como uso de veículos elétricos, e recomenda o envio de cerca de 200 cavalos para a aposentadoria em um santuário para equinos dos Estados Unidos.
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A morte do jovem indiano Romanch Mahajan foi a gota d’água.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou apoio à lei que liberta os cavalos dessa exploração.
Única exigência de Mamdani é que sejam preservados os empregos daqueles que trabalham com a atividade turística no Central Park. Vêm aí as charretes elétricas.
Veja o vídeo do caso do cavalo Deniz: