
Sheila Thomaz está na briga…
Embora ela não diga nem que sim, nem que não, a ex-primeira-dama de São José dos Campos está sendo cotada para se lançar a deputada federal pelo União Brasil nas eleições de outubro.
Vai dar certo?
Bem, as previsões da minha bola de cristal ching-ling “furaram” de vez na partida entre Espanha e Cabo Verde, quando Vózinha jogou para escanteio minhas chances de ganhar o Bolão da Copa.
Mas sei, de fonte segura, que o nome de Sheila como candidata a deputada federal consta, inclusive, de uma lista de potenciais candidatos a deputado da cidade, elaborada por gente ligada ao governo Anderson Farias (PSD).
Na lista, de 39 nomes e diversos partidos, a federação União Brasil-PP aparece com duas “dobradinhas” possíveis: a primeira com Doutor Élton e Dulce Rita como candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Estado; a segunda com Sheila Thomaz, a federal, e tentando a reeleição, Rafael Saraiva, deputado estadual de São Paulo, ativista reconhecido da causa animal.
Perguntei a Sheila sobre a candidatura. A resposta foi lacônica: “Tenho que respeitar a decisão do partido”, disse.
E qual a posição do partido? Até agora, neca.
Dá para tentar traduzir esse quase silêncio? Em política, sempre dá.
Em uma tradução livre, Sheila, novata no União Brasil, espera que o partido sacramente sua candidatura a deputada federal enquanto tenta evitar, na base, qualquer atrito com Doutor Élton, que já tem mandato como deputado estadual e resolveu agora buscar uma cadeira na Câmara Federal.
Essa parada pode acabar decidida no último minuto da prorrogação, na última volta do relógio, na convenção partidária e depende de fatores que vão além dos limites de São José dos Campos. A meta é federal. E se vier uma candidatura a estadual, bora lá? Vamos ver…
Pode tudo e pode nada…
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Perfil
Pelo sim, pelo não, Sheila Thomaz está na briga e com uma candidatura alicerçada sobre valores de fácil identificação pelo eleitor.
Militante política há décadas, Sheila começou a se descolar do bloco da mesmice quando Anderson Farias foi indicado como vice de Felício Ramuth (PSDB à época, hoje MDB) na Prefeitura de São José dos Campos.
Com a saída de Felício, virou primeira-dama. Mais que a política, no entanto, uma tragédia catapultou o nome de Sheila: o acidente com o filho João na Irlanda, em 2023. Ao abandonar tudo para socorrer João, Sheila assumiu, perante a opinião pública, o papel de mãe defensora do filho, batalhadora, uma lutadora em nome da família. Essa imagem ainda é muito presente.
A ela somou-se outra, construída durante o difícil processo de separação de Anderson.
Ambas, mescladas, constituem um patrimônio pessoal e político considerável, que não pode e não deve ser subestimado. Essa é a receita que Sheila traz para as eleições. Tem apelo, mas tem chances reais junto ao eleitorado? Isso só as urnas de outubro vão responder. O primeiro desafio é sacramentar a candidatura. Caso consiga e seja eleita, parabéns.
Caso não seja, mas tenha boa votação, Sheila posiciona suas fichas no tabuleiro da política e passa a mirar as eleições municipais de 2028 — quando, em tese, vai enfrentar uma máquina política que conhece muito bem e que tem seu ex-marido como um dos “capitães”. É jogo pesado. Ela sabe…
Resumindo, essa é uma boa história a ser acompanhada.
Tem de tudo um pouco: drama, romance, poder, traição, vingança. Qual será o final dessa novela? Não sei, mas uma coisa é certa: de tédio, a gente não morre. Boa sorte.
Segue o baile…
PS: Com esse texto, encerro a série de 11 artigos que escrevi analisando as possíveis candidaturas a deputado federal a partir de São José dos Campos. Posso até voltar ao assunto, dependendo do calor da campanha. Mas a série termina aqui. Hora de mudar a página. Espero ter ajudado no debate político e na tarefa de traduzir o que representa cada candidatura, o que está por trás da máquina política. Se você leu e chegou até aqui, obrigado. Se não leu, paciência. Segue o baile…