
A greve dos servidores municipais de Taubaté completa 11 dias nesta sexta (12) e continua afetando principalmente a educação e a saúde no município.
Embora as escolas da rede municipal permaneçam abertas, as aulas seguem suspensas em diversas unidades por causa da adesão dos profissionais ao movimento.
No bairro Parque São Jorge, por exemplo, apenas uma criança foi vista entrando na Escola Judith Campista César na manhã desta sexta, segundo a TV Vanguarda.
Os reflexos da paralisação também são sentidos em unidades de saúde e outros serviços municipais.
Reivindicações e proposta
O sindicato da categoria pede a reposição da inflação acumulada desde o último reajuste salarial (em 2024). Os servidores querem 9,43% de recomposição.
Na quarta (10), a Prefeitura apresentou uma proposta: reajuste de 2,5% da referência salarial de 2026, válido a partir de 2027. Além disso, tramita na Câmara um projeto para aumentar o vale-alimentação. A proposta foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia na quinta (11).
A Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade durante a greve para garantir serviços essenciais. A Prefeitura pediu o aumento da multa diária contra o sindicato por suposto descumprimento, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça.
Prefeitura e sindicato voltam a se reunir na próxima segunda (15), em uma audiência de conciliação marcada pela Justiça, na tentativa de chegar a um acordo e encerrar o movimento.
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A greve começou no dia 2 de junho. A Prefeitura ressalta as dificuldades financeiras e defende uma proposta compatível com os limites do orçamento municipal.
O sindicato, por sua vez, mantém a pressão pela reposição salarial integral.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a administração municipal afirmou que apresentou aos representantes do sindicato a situação financeira do município e os impactos das obrigações assumidas nos últimos anos.
A Prefeitura pediu o fim da greve e reiterou seu compromisso com o diálogo, dentro dos limites legais e orçamentários.