
Servidores municipais de Taubaté fazem greve e protestam em frente ao Paço Municipal nesta terça-feira (2). Os servidores cobram reposição das perdas salariais e reajuste de benefícios. A mobilização já impacta escolas e o atendimento à população em serviços públicos.
Em nota, a Prefeitura informou que acompanha a paralisação, afirma ter adotado medidas para manter os serviços essenciais e destaca que apresentou ao sindicato uma proposta de aumento no vale-alimentação dos servidores.
Escolas afetadas pela paralisação
A mobilização começou nas primeiras horas da manhã. Durante o ato, o portão principal da Prefeitura permaneceu fechado e o atendimento ao público foi afetado.
Segundo apuração do g1, pelo menos cinco escolas municipais estão sem aulas ou funcionando parcialmente devido à adesão de professores ao movimento. Em algumas unidades, o atendimento aos alunos ocorre apenas com auxiliares, sem a presença de professores efetivos.
De acordo com o sindicato da categoria, os servidores já estavam em estado de greve e a paralisação foi iniciada oficialmente nesta terça. A entidade informou que a adesão ainda está sendo avaliada e pode variar conforme o andamento das mobilizações em cada setor da administração municipal.
O que os trabalhadores reivindicam
A principal reivindicação dos trabalhadores é a reposição das perdas inflacionárias acumuladas, estimadas em cerca de 9,5%, além da recomposição salarial após dois anos sem reajuste.
O sindicato afirma que há participação de servidores de diferentes áreas da Prefeitura, incluindo educação, saúde, mobilidade urbana, serviços urbanos e assistência social. Uma professora ouvida pela reportagem afirmou que a adesão ao movimento ocorre em diversos setores da administração. “Todos os setores nós tivemos adesão”, declarou.
Prefeitura se manifesta
Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que acompanha o movimento e solicitou ao sindicato documentos relacionados à legalidade da greve, como a ata da assembleia realizada em 28 de maio, lista de presença dos participantes e o resultado da votação que aprovou a paralisação.
A administração municipal também ressaltou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), os dias não trabalhados em razão da greve podem ser descontados dos vencimentos dos servidores.
“Conforme entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 531, os dias não trabalhados em virtude de greve são objeto de desconto nos vencimentos. Os servidores que não desejarem aderir ao processo poderão atuar normalmente”, diz trecho da nota.
A Prefeitura informou que publicou um decreto para garantir a manutenção dos serviços essenciais durante a greve. Entre as áreas consideradas prioritárias estão saúde, educação, segurança, mobilidade urbana, assistência social e zeladoria.
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Sobre as reivindicações da categoria, a Prefeitura informou que apresentou ao sindicato, na última quinta-feira (28), uma proposta de reajuste do vale-alimentação, que passaria de R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro. O Executivo municipal afirmou que pretende encaminhar um projeto de lei sobre a medida à Câmara nos próximos dias.
A administração também declarou que acolheu integralmente as pautas sociais apresentadas pelo sindicato e que as divergências atuais estão concentradas nas questões econômicas, citando a situação fiscal e financeira do município.