
O pescador Alex dos Santos e seu filho Alan foram os responsáveis por encontrar Bruna Damaris Sant’anna da Silva (26), mulher que ficou à deriva em alto-mar em Ilhabela, na manhã desta terça (26).
A jovem estava desaparecida desde domingo (24), após sair para passear de moto aquática com Dheoge Pereira Bernardino (28), que segue desaparecido.
Alex contou, em vídeo nas redes sociais, que ele e o filho estavam pescando camarão quando decidiram seguir para uma área mais afastada.
“Aqui em terra não deu camarão. Aí eu falei com meu filho: ‘vamos pra fora’. Parece que é Deus avisando” , relatou.
Foi já em alto-mar, próximo à Ilha de Búzios, que eles avistaram Bruna sozinha na água. “Eu vi uma pessoa na água, mas não tinha barco, não tinha nada. Aí fui pra cima” , disse.
Estado de saúde e resgate
Segundo o pescador, a jovem já estava extremamente cansada e sem forças. “Ela estava bem fraquinha, não conseguia segurar no barco. A gente diminuiu, segurou ela e colocou pra cima” , contou. Pai e filho a enrolaram em cobertores para tentar aquecê-la. “Ela estava com as mãos brancas, bem assustada também” , afirmou.
Bruna foi levada ao Hospital Municipal Mário Covas Júnior, em Ilhabela, onde chegou consciente e segue em observação médica.
Após o resgate, os pescadores acionaram o Corpo de Bombeiros. “Nós ligamos para o bombeiro e eles vieram buscar ela no meio do caminho” , contou.
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Buscas continuam
As buscas por Dheoge Pereira Bernardino (28) continuam nesta terça, com apoio do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Marinha do Brasil, helicóptero Águia e equipes de segurança da região.
O caso
Os dois saíram por volta das 16h de domingo da região da Praia Ponta das Canas, no norte de Ilhabela.
Eles participavam de uma confraternização em uma lancha e deixaram o local sem informar destino.
No fim do dia, ao retornarem à marina, os amigos perceberam a ausência dos dois e acionaram as equipes de emergência.
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Como estão as buscas
Segundo o capitão Eduardo Campanhola, do GBMar, a localização da moto aquática ajudou a redefinir a área de procura:
“Nós fizemos a análise das correntes marítimas e dos ventos na região. Isso permite concentrar as buscas em um perímetro menor.”
As buscas seguem um protocolo operacional e são realizadas do nascer ao pôr do sol.
A corporação informa que, em casos como este, os trabalhos normalmente são mantidos por até cinco dias após o desaparecimento.
Confira o relato do pescador sobre o resgate