
A revista Time divulgou nesta quarta-feira (15) a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026. Entre os nomes selecionados estão três brasileiros: o ator Wagner Moura e os pesquisadores Mariângela Hungria e Luciano Moreira.
Wagner Moura foi incluído após o destaque internacional recente com o filme O Agente Secreto, ambientado no período da ditadura militar no Brasil. A publicação descreve o ator como uma presença que remete ao estilo clássico de Hollywood e destaca sua atuação em produções que têm alcançado repercussão fora do país, especialmente nos Estados Unidos.
Na área científica, Mariângela Hungria aparece na categoria “Pioneiros”. Pesquisadora da Embrapa, ela atua há décadas no desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura.
Seu trabalho é focado no uso de microrganismos capazes de substituir, parcial ou totalmente, fertilizantes químicos, insumos amplamente utilizados, mas que podem causar impactos ambientais, como contaminação de rios e emissão de gases de efeito estufa quando usados em excesso.
Uma das principais contribuições da pesquisadora é o desenvolvimento de bactérias que permitem às plantas fixar nitrogênio diretamente da atmosfera. No Brasil, a tecnologia já é aplicada em larga escala e está presente em cerca de 85% da produção de soja.
Segundo estimativas, essas soluções geram uma economia anual de aproximadamente US$ 25 bilhões aos produtores brasileiros e evitam a emissão de cerca de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. Em 2025, Mariângela recebeu o Prêmio Mundial da Alimentação, uma das principais distinções internacionais na área.
Já Luciano Moreira foi incluído na categoria “Inovadores” por pesquisas voltadas ao combate de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
O pesquisador trabalha com a bactéria Wolbachia, que impede a multiplicação dos vírus no mosquito, reduzindo sua capacidade de transmissão. A iniciativa vem sendo expandida no Brasil com apoio de comunidades locais e ações de conscientização.As pesquisas resultaram na criação da Wolbito, considerada a maior fábrica de mosquitos do mundo, localizada em Curitiba (PR). O projeto tem como meta proteger mais de 140 milhões de pessoas na próxima década.
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