
Chefão do PSD, Gilberto Kassab é uma pessoa educada…
Na entrevista à Jovem Pan em que tratou da saída de Felicio Ramuth (MDB) do partido, Kassab abre sua fala com a seguinte frase: “falando de forma respeitosa”. E, a partir daí, é direto. Disse que Felicio fez a opção de voo solo, fazendo campanha pessoal para governador ou vice sem consultar o PSD.
“Tarcísio tem direito de escolher quem ele quiser (para vice), mas você não pode ter alguém que vá em voo solo sem consultar o partido. Daí nós convidamos ele a sair do partido“, acrescentou, usando, em toda conversa, um tom ameno, sem sobressaltos.
Mas, para bom entendedor, meia palavra basta…
Felicio, segundo a ótica de Kassab, agiu à revelia do PSD ao segurar para si a vaga de vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de outubro.
Claro, a explicação de Felicio para a mudança partidária é outra. Segundo Felicio disse em reunião no diretório municipal do PSD de São José dos Campos, a troca de partidos obedeceu a uma estratégia traçada para atrair o MDB, seu novo partido, para o entorno da candidatura de Tarcísio e evitar que a sigla migrasse para apoiar o nome de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
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Uma estratégia dois em um: apoio a Tarcísio em São Paulo, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no país.
Duas leituras para um mesmo fato…
O certo é que, após muita briga e muita disputa nos bastidores, o nome de Felicio continua como o franco favorito para vir a ocupar a vaga de vice na chapa de Tarcísio de Freitas à reeleição, por decisão do próprio governador.
Considerado como um dos principais estrategistas da migração de Felicio para o PSD em 2022, em uma manobra que “desossou” o PSDB de São José dos Campos à época, Kassab desta vez parece ter ficado a ver navios. Resta saber qual será sua reação a esse novo cenário.
Segue o baile…