
Uma noite diante do espetáculo de um grande circo tem altas probabilidades de ficar gravada na memória, especialmente dos mais jovens e impressionáveis. Com o passar dos dias, mas às vezes em apenas alguns minutos, essas memórias já não são exatamente o que vimos, mas sim retalhos, fragmentos com formato distorcido, esvoaçados, com cores embaralhadas, carregados de sentimentos que dão brilho às cenas projetadas dentro da nossa cabeça.
Quem pôde ir nas primeiras sessões do Mirage Circus, que estreou em São José dos Campos na última semana, deve guardar com carinho, mas talvez sem tanta nitidez, trechos do espetáculo megaproduzido, com mais de 200 artistas de variadas nacionalidades em números de trapézio, acrobacia e mágica, sob cenários verdadeiramente vibrantes.
O espontâneo fotógrafo Lucas Lacaz Ruiz esteve no circo e registrou o que acontecia no palco, sob aceno do diretor Marcos Frota, com quem interagiu rapidamente fora da grande lona. “Dei um ‘boa tarde’ lá pra ele. Não fiz selfie, não sou um cara asssim. Ele me falou para fotografar à vontade”, contou.
Sem roteiro, numa posição não muito privilegiada, Lacaz fez cliques informais que colaboram com a manutenção desse tipo de lembrança tão doce, mas talvez tenham ainda mais poder em despertar desejo nas pessoas que ainda não assitiram à apresentação — os ingressos estão sendo vendidos pela internet.
“Você vê que é uma coisa para todo mundo. As pessoas falam que tem que levar as crianças no circo. Todo mundo pode, todo mundo deve ir. Seja criança, jovem, adulto, idoso, o circo tem essa atmosfera”, recomendou.
Veja as fotos de Lucas Lacaz
















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