
O basquete brasileiro perdeu um de seus maiores nomes. O ex-atleta Marquinhos Abdalla faleceu no domingo (22), aos 73 anos. A informação foi confirmada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que não divulgou a causa da morte.
Nascido no Rio de Janeiro, Marquinhos foi um dos pioneiros do basquete brasileiro nos Estados Unidos e um dos principais jogadores da seleção nas décadas de 1970 e 1980.
Trajetória nos EUA e na NBA
Depois de começar no Fluminense, Marquinhos foi estudar e jogar na Universidade de Pepperdine, na Califórnia, entre 1974 e 1976.
Lá, brilhou na Divisão 1 da NCAA, a liga universitária americana, com média de 18 pontos por jogo. Foi peça-chave no título da conferência oeste e, em 2013, foi incluído no Hall da Fama da universidade.
No Draft da NBA de 1976, foi escolhido na 162ª posição pelo Portland Trail Blazers, mas acabou não atuando na liga. Seguiu carreira no basquete italiano (Genova e Virtus Bologna) e no Brasil, onde fez história no Sírio, participando do título mundial de clubes em 1979.
Marquinhos encerrou a carreira de atleta em 1989.
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Seleção brasileira
Marquinhos foi um dos responsáveis por renovar a seleção após a era de Wlamir Marques e Amaury Pasos. Com apenas 18 anos, já estava no elenco vice-campeão mundial em 1970.
Em 1978, foi um dos principais nomes do bronze na Copa do Mundo – ainda hoje o último pódio do Brasil em um Mundial masculino.
Disputou também os Mundiais de 1974 e 1982 e três Olimpíadas: Munique (1972), Moscou (1980) e Los Angeles (1984).
Além disso, foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1971, em Cali, e da AmeriCup de 1984 – as primeiras conquistas do Brasil nessas competições.
Homenagem da CBB
Em nota, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Marcelo Sousa, lamentou a perda:
“Marquinhos era um craque dentro e fora das quadras. Um cara diferenciado, incrivelmente talentoso e campeão. O basquete brasileiro perde uma referência técnica e de pessoa. Nossas condolências aos amigos, familiares e fãs que tanto festejaram com Marquinhos em quadra. Ele já faz falta.”