
Trégua? Pelo jeito sim…
Depois de quase atingir o ponto de ebulição, o embate em torno da vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições deste ano deu uma esfriada, pelo menos publicamente. A causa? Um “basta” dado por Tarcísio, irritado com a pressão exercida por Gilberto Kassab (PSD) e Valdemar da Costa Neto (PL) para puxar a brasa para a sua sardinha. Ou melhor, a vaga de vice-governador para si (no caso de Kassab) ou para um candidato preferido (André do Prado, no caso de Valdemar). Após perder a chance de ser candidato a presidente e aderir, sob pressão, à candidatura de Flávio Bolsonaro, Tarcísio deu o tom: no Estado, que decide sou eu.
Bom para o atual vice, Felício Ramuth (PSD), que, dessa forma, se mantém na briga.
Com isso, a história de Andorra, que pretendia implodir a pré-candidatura de Felício, parece ter tido um efeito bumerangue. Isto é, voltou contra o próprio autor do vazamento da informação. Até aqui, as explicações de Felício sobreo caso têm sido cambetas, isto é, precisam ser melhor alicerçadas em fatos, datas e documentos. Mas, de fato, ela serviu de pretexto para o “basta” de Tarcísio, que identificou, com razão, que o clima de sangue, porrada e bomba era ruim, de fato, para todos. Bateu na mesa, encerrou a “festa do caqui” e puxou para ele a decisão sobre a vice.
Quem esperava Tarcísio dando uma de zé-dendágua, cedendo à pressão dos caciques, acabou frustrado.
Segue o baile …