
Nestas eleições, a gente pode acabar mais perdido que o macaquinho Punch no zoológico japonês, tamanho o número de candidatos a deputado que deve surgir na região.
Exagero? Claro que não…
Vai ter candidato para todos os lados e todos os gostos. Para onde você olhar, vai ser assim: cada enxadada, uma minhoca. Nas eleições de 2022, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba teve 156 candidatos a deputado — 67 postulantes à Câmara Federal e 89 aspirantes à Assembleia Legislativa do Estado.
Tem gente acreditando que, em 2026, o número vai ser ainda maior.
Caracoles, não vai ter voto para todo mundo. Isso pode, com certeza, atrapalhar a formação de uma bancada regional sólida em Brasília e em São Paulo.
E o corre-corre da eleição já começou.
No último domingo, o vereador Anderson Senna (PL) anunciou que vai se lançar candidato a deputado federal, em “dobradinha” com a deputada estadual Letícia Aguiar (PL), que sonhou com uma vaga na Câmara Federal, mas vai mesmo tentar se manter na Assembleia Legislativa.
É mais um nome no “bondão” do PL da cidade, bastante inchado com Eduardo Cury, Roberto Chagas, Thomaz Barbosa e Lucas Flores, ligado à Igreja Quadrangular.
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Em Taubaté, na mesma onda, a ativa vereadora Talita Cadeirante (PSB) anunciou nas redes sociais sua candidatura a deputada estadual.
É uma boa aposta em um cenário que deve ter ainda Ortiz Junior (Republicanos), tentando garantir sua vaga no voto, Márcia do PL e Pitty Passos (PP), se não surgir mais alguém pelo caminho.
A federal, a cidade deve ter Loreny Caetano (Solidariedade), Capitão Souza (Novo), a elétrica Vivi da Rádio (Republicanos) e, talvez, Douglas Carbone (Solidariedade).
Está na hora da cidade eleger representantes para as duas Casas de Lei.
Em Jacareí, o ex-prefeito Izaías Santana (MDB) está firme na ofensiva por uma vaga na Assembleia Legislativa. Tem chance? Terá concorrentes locais, de Paulinho dos Condutores (Pode) a Gabriel Belém (PSB), passando, quem sabe, por Rodrigo Salomon (PSD). O PT vai lançar alguém? A federal, o nome que surge é o de Maria Amélia (PSDB).
De Guará para lá
De Guaratinguetá até o Vale Histórico, a inflação de candidatos continua.
Em Guaratinguetá, a jornalista Dani Dias (Republicanos) está na pista, assim como o ex-prefeito Marcus Soliva (Progressistas) e o vice-prefeito Régis Yasumura (PL), todos tentando uma vaga na Assembleia. Esqueci de alguém?
Em Cruzeiro, a conta aumenta. O ex-prefeito Thales Gabriel (PSD) tem trabalhado muito em busca de espaço no Vale Histórico, sonhando em repetir o feito de antigos políticos da cidade, como João Bastos Soares, Hamilton Vieira Mendes e Nesralla Rubez, todos com passagem pela Assembleia Legislativa do Estado.
Mas ele tem concorrência na vizinhança: Juarez Juvêncio (Pode), Paulo Felipe (União Brasil) e Fafá (PDT) também devem se candidatar. A federal, a cidade terá como opção local Diego Mirando (PSD).
Ufa, haja fôlego. E tudo isso sem falar do Litoral Norte, que merece uma coluna à parte, e sem citar, nominalmente, cidade a cidade, todos os candidatos. Ou pré-candidatos, como pede a legislação eleitoral.
Dá para eleger alguém?
Até dá, se o eleitor não acabar perdido nesse cipoal de nomes e siglas, que ameaçam deixar o cidadão que for às urnas em outubro como um “zé dendágua”, atordoado, completamente abobalhado, querendo se livrar logo do voto e optando por um nome qualquer. Que tristeza.
Segue o baile…