
Ao que tudo indica, o mato vai crescer –e muito– na fazenda do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em Pindamonhangaba.
Pois é… Depois de enfrentar um processo de “fritura” articulado pelo PT, que buscava um novo nome para ocupar a vice de Lula nas eleições de outubro, Alckmin, ao que tudo indica, resistiu, deu a volta por cima e deve manter a dobradinha com o presidente nas urnas deste ano. É a vitória de um político discreto, fiel ao presidente e polivalente –isto é, capaz de atuar em diversas posições. E experiente, como mostra seu currículo político.
Para dar certo, só falta combinar com o eleitor nas urnas de outubro…
O PT queria Alckmin como alternativa em São Paulo, ou como candidato ao Palácio dos Bandeirantes, enfrentando Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou como candidato ao Senado. Isso abre espaço de negociação em torno da vice de Lula, tendo o MDB como alvo principal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até teve alguma simpatia pela ideia, mas esbarrou na determinação do vice e de parte dos aliados do governo. No final, Lula escalou Alckmin para atuar em São Paulo, trabalhando para derrubar a resistência a Fernando Haddad (PT) no interior do Estado.
Será uma tarefa difícil.
Afinal, o interior de São Paulo tem sido um baluarte conservador nas últimas eleições gerais.
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Mato alto
No frigir dos ovos, o Vale do Paraíba manteve seu espaço político na disputa pelo “diamante” das eleições de 2026, a Presidência da República. Se vai continuar em 2027, aí depende do eleitor.
Até lá, o mato vai crescer na fazenda de Alckmin em Pinda. Mantido no jogo político em 2026, Geraldinho, como ele é conhecido na região, não terá que cumprir a promessa que fez –de gastar seu tempo capinando mato em Pinda caso não fosse mantido na chapa de Lula. Claro, têm também as convenções, que definem, de fato, as chapas. Elas devem ocorrer entre julho e agosto. Até lá, o mato cresce.
Mas, como ensina a sabedoria da roça, mato alto atrai cobra. Na política, é preciso muito cuidado.
Segue o baile …