
A nova regra tarifária anunciada pelo governo Trump nos Estados Unidos entra em vigor nesta terça-feira (24) e pode fortalecer a posição da Embraer no seu principal mercado externo.
A medida anunciada pela Casa Branca isenta aeronaves comerciais, motores e peças aeroespaciais da tarifa temporária de 10% sobre importações globais, reduzindo custos e ampliando a competitividade da fabricante de São José dos Campos.
Novo jato
A isenção da tarifa surge em momento estratégico para a Embraer: a companhia se prepara para anunciar uma nova variante de seus jatos executivos.
A fabricante tem feito posts enigmáticos sobre o modelo da aeronave, que será anunciado a partir das 13h (horário de Brasília) em um evento transmitido virtualmente. Fontes ligadas ao projeto teriam informado à Reuters que o novo jato será da linha Praetor.
Impacto para a Embraer
A taxa havia sido criada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e foi apresentada como substituta de outras tarifas que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte dos EUA. Com a nova diretriz, aviões e componentes deixam de pagar a sobretaxa ao entrar no mercado americano.
Para a Embraer, o impacto é direto. Embora as aeronaves brasileiras tenham escapado da tarifa de 50% aplicada anteriormente a diversos produtos do Brasil, os jatos executivos e regionais ainda estavam sujeitos à cobrança de 10%. Agora, esse custo adicional deixa de existir nas exportações para os Estados Unidos.
Competitividade no mercado
A mudança também reduz a desvantagem competitiva em relação a concorrentes como a canadense Bombardier e a francesa Dassault Aviation, que já conseguiam vender aeronaves no mercado americano sem essa tarifa.
Além de beneficiar a fabricante brasileira, a decisão pode acelerar a importação de jatos regionais por companhias aéreas dos EUA, como Alaska Airlines, SkyWest Airlines e American Airlines, que possuem encomendas do modelo E175.