
A primeira fase das obras para recuperar a cratera que se abriu no Jardim Imperial, zona Sul de São José dos Campos, começou na quarta (11) e deve durar cerca de dez dias.
A informação é da Prefeitura, que trabalha para estabilizar o terreno e permitir o retorno das 156 pessoas que seguem desalojadas.
Neste primeiro momento, as equipes da Urbam estão concentradas na segunda cratera, aberta no último sábado (7) na Rua Felisbina de Souza Machado.
O local fica a 250 metros do primeiro buraco, que surgiu há duas semanas e chegou a engolir um caminhão.
De acordo com a administração municipal, serão necessários cerca de 2 mil metros cúbicos de pedras para preencher os dois buracos.
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Quando os moradores voltam para casa?
A Prefeitura informou que os moradores poderão retornar aos imóveis assim que a primeira etapa da obra for concluída. Não há, porém, uma data exata. A previsão é que essa fase inicial leve em torno de dez dias.
Enquanto isso, as famílias seguem acolhidas em casas de parentes e amigos, com apoio da Defesa Civil e da assistência social. O local permanece isolado e sinalizado.
Entenda as três etapas da obra
1. Contenção das erosões e sondagem do solo
É o que está sendo feito agora. As máquinas fazem o aterramento do buraco com camadas de pedras para estabilizar o terreno. A área mais crítica fica perto da Praça Antônio Moreira Vita. Também serão feitas sondagens geotécnicas ao lado do prédio vizinho para verificar se o solo está firme e se há riscos para a estrutura.
2. Preenchimento dos vazios internos
Com o tempo, os tubos metálicos da galeria pluvial antiga se deterioraram e criaram buracos vazios dentro da terra. Essa etapa vai tratar esses vazios, preenchendo-os com material adequado para evitar novos afundamentos.
3. Execução de nova galeria pelo método não destrutivo
A galeria antiga colapsou. Em vez de quebrar tudo, a Prefeitura vai instalar uma nova galeria paralela à antiga usando um método não destrutivo. Segundo a gestão, isso significa menos barulho, menos lama, menos impacto no trânsito e mais segurança para as casas e prédios do entorno.
Assim que os serviços forem concluídos nessa primeira área, as equipes se deslocam para o outro ponto afetado, na esquina com a Rua Roberto Baranov, onde vão estabilizar o talude e dar sequência à recuperação.
Um problema de 15 anos
A Rua Felisbina de Souza Machado tem um histórico de 15 anos com afundamentos, buracos e crateras no asfalto e nas calçadas.
O novo rompimento, durante a chuva do último sábado, levou à interdição preventiva de 38 imóveis – um prédio de 34 apartamentos e quatro casas.