
A Prefeitura de São José dos Campos (SJC) começou na terça (10) as obras de recuperação da cratera na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, região Sul da cidade.
O local sofreu com rompimento da rede de drenagem e afundamento do solo após as fortes chuvas no último fim de semana.
Segundo a gestão municipal, a obra será realizada em três etapas.
Entenda como vai funcionar
1. Contenção das erosões e sondagem do solo
Nesta primeira fase, as equipes da Urbam estão fazendo o aterramento do buraco com camadas de pedras para estabilizar o terreno. A área mais crítica fica próxima à Praça Antônio Moreira Vita. Ao mesmo tempo, serão feitas sondagens geotécnicas perto do prédio vizinho à cratera. O objetivo é verificar se o solo está firme e se há riscos para a estrutura do edifício.
2. Preenchimento dos vazios internos
Com o tempo, os tubos metálicos da galeria pluvial antiga se deterioraram e criaram buracos vazios dentro do solo. Essa etapa vai tratar esses vazios, preenchendo-os com material adequado para evitar novos afundamentos e impedir que a erosão continue avançando.
3. Execução de nova galeria pelo método não destrutivo
A galeria antiga colapsou parcialmente. Em vez de quebrar tudo e fazer uma obra enorme, a Prefeitura vai instalar uma nova galeria paralela à antiga usando um método não destrutivo. De acordo com a gestão, isso significa menos barulho, menos lama, menos impacto no trânsito e mais segurança para as casas e prédios do entorno.
Assim que os serviços forem concluídos nessa primeira área, as equipes se deslocam para o outro ponto afetado, na esquina com a Rua Roberto Baranov, onde vão estabilizar o talude e dar sequência à recuperação da galeria.
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E os moradores?
Todos os moradores do prédio e das casas interditadas continuam fora de seus lares, acolhidos em casas de familiares ou amigos.
Eles têm autorização para entrar nos imóveis e retirar seus pertences, como móveis, roupas e materiais escolares das crianças. A Defesa Civil acompanha tudo para que a retirada seja feita com segurança e organização.
Ainda não há previsão para o retorno das famílias, segundo a Prefeitura de São José.
Histórico de problemas
A rua Felisbina de Souza Machado tem um histórico de 15 anos com ocorrências de afundamentos, buracos e crateras no asfalto e nas calçadas.
Esta é a segunda cratera a se abrir na vizinhança em apenas duas semanas. A nova abertura está a apenas 250 metros do primeiro buraco, que chegou a engolir um caminhão.