
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido nesta quinta-feira (25) a uma cirurgia de herniorrafia inguinal bilateral, realizada em um hospital particular de Brasília (DF).
O procedimento durou pouco mais de três horas, ocorreu conforme o previsto e não teve intercorrências, segundo a equipe médica responsável.
De acordo com o cirurgião-geral Cláudio Birolini, a hérnia do lado esquerdo ainda estava em fase inicial, mas a opção foi corrigir ambos os lados na mesma cirurgia para evitar um novo procedimento no futuro.
Durante a operação, feita com anestesia geral, foi implantada uma tela de polipropileno para reforçar a parede abdominal e reduzir o risco de novas hérnias.
Pós-operatório
No pós-operatório, Bolsonaro permanecerá internado em observação clínica por um período entre cinco e sete dias. O protocolo inclui analgesia, fisioterapia motora e medidas de prevenção de trombose venosa e tromboembolismo, comuns em períodos de recuperação cirúrgica.
A equipe médica também vai reavaliar, nos próximos dias, a necessidade de um procedimento específico para tratar os soluços recorrentes que afetam o ex-presidente há meses. Segundo o cardiologista Brasil Caiado, o quadro preocupa por prejudicar o sono e a respiração, o que pode comprometer a recuperação.
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A estratégia inicial será intensificar a medicação e observar a resposta clínica antes de qualquer nova intervenção, prevista, se necessária, para a próxima semana.
Bolsonaro foi autorizado a realizar a cirurgia por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ele está detido desde 25 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Durante a internação, o ex-presidente permanece sob vigilância permanente, com agentes da PF no hospital.