Prefeito de Jacareí acusa sindicato de distorcer comparação entre reajuste de vereadores e servidores
Celso Florêncio afirmou que comparação feita pelo STPMJ desconsidera o acúmulo de reajustes dos servidores até 2029, quando passa a valer o novo salário dos vereadores
O prefeito de Jacareí, Celso Florêncio (PL), criticou as queixas do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Jacareí (STPMJ) contra o aumento aprovado para os salários dos vereadores e afirmou que há uma “distorção maldosa dos fatos” na comparação feita pela entidade com o reajuste concedido aos servidores neste ano.
Com a medida, o valor mensal passará de R$ 10.044 para R$ 17.300. A proposta foi aprovada por sete votos a cinco, em meio a protestos de servidores públicos no plenário.
Durante a sessão, o STPMJ organizou um ato contra o reajuste, exibindo faixas e cartazes com frases como “exigimos responsabilidade com o dinheiro público”, “respeitem o povo” e “servidores 5% de aumento, vereadores 70%”. O sindicato classificou a decisão como “imoral” e “incoerente”, alegando desrespeito aos trabalhadores municipais.
Ao comentar o caso no podcast talkmais, Celso Florêncio disse que a comparação feita pelo sindicato desconsidera o período de vigência do aumento aprovado para os vereadores. Segundo ele, o reajuste só passará a valer a partir de 2029, enquanto os servidores vêm recebendo correções ao longo dos anos.
“Se você pegar o salário do servidor público de 10 anos atrás, somar todos os reajustes que foram dados e considerar os que ainda serão concedidos até 2029, provavelmente o acumulado será superior a 70%”, afirmou.
Para o prefeito, o erro está em confrontar o reajuste anual dos servidores com um aumento que considera um intervalo de uma década, já que o último reajuste no salário dos vereadores ocorreu em 2015. “Ele [sindicato] está comparando o reajuste que ele teve com esse ano com o reajuste que os vereadores estão dando de 2015 para começar a valer em 2029”
Apesar da crítica ao sindicato, Florêncio destacou que o aumento aprovado é uma decisão exclusiva do Legislativo e reforçou que o debate deve ser feito com base em dados completos e no contexto correto.
Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.