
Três pessoas morreram em duas ocorrências distintas registradas após festas na madrugada deste domingo (7) em cidades do Vale do Paraíba. Os casos não tem qualquer relação entre si e aconteceram em municípios diferentes, mas um fator em comum é que ambos ocorreram após festas.
Duplo homicídio após festa em São José dos Campos
Dois homens foram mortos a tiros na madrugada deste domingo (7) na Estrada Municipal Frederico Ozanan, no bairro Santa Hermínia, em São José dos Campos. Um terceiro homem, identificado como suspeito de efetuar os disparos, foi preso em flagrante e está internado.
As vítimas foram identificadas como Caio Nunes, de 25 anos, e Leon Araujo, de 28 anos. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o crime ocorreu por volta das 6h, momento em que as vítimas e outras pessoas aguardavam uma carona após uma festa no local.
Testemunhas relataram à polícia que ouviram uma discussão seguida de disparos de arma de fogo. Ao se aproximarem, encontraram Caio e Leon já caídos no chão, baleados. Elas também informaram ter visto uma terceira pessoa ferida, que deixou o local por meios próprios em busca de atendimento médico.
Segundo as investigações iniciais, essa terceira pessoa seria Jackson Vinícius, de 29 anos, que teria efetuado os disparos contra as vítimas. O boletim informa que uma das vítimas também estaria armada e teria revidado.
Jackson foi localizado pela polícia recebendo atendimento na UPA Novo Horizonte e, posteriormente, transferido para o Pronto-Socorro da Vila Industrial, onde passou por cirurgia e permanece sob escolta policial.
Foram expedidos requerimentos para exames de corpo de delito nas vítimas e no indiciado. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de São José dos Campos e segue para as investigações.
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Jovem é morta em ataque a tiros após saída de festa; polícia investiga contradições e possível alvo alternativo
Em outra ocorrência isolada, sem qualquer ligação com o caso de São José dos Campos, a Polícia Civil apura a morte de Ana Júlia, de 22 anos, baleada após sair de uma festa na região do Clube dos 500, em Guaratinguetá. Outras duas jovens, Núbia Cristina, 27, e Anna Luiza, 22, também foram atingidas.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o grupo havia saído de uma festa na Sociedade Hípica de Guaratinguetá e foi comer em uma barraca de pastel no bairro Ponte Alta, em Aparecida. Por volta das 5h da manhã, ao retornarem para o carro, e já estarem em movimento, foram surpreendidos por uma sequência de tiros. Ana Júlia, que viajava no banco traseiro, foi atingida.
A primeira reação do grupo, conforme relatada pelo motorista Isaías Abraão, de 34 anos, foi dirigir até o Santuário Nacional de Aparecida em busca de socorro. Imagens de segurança obtidas pela polícia mostram que, durante essa breve parada, um homem não identificado, que ocupava o banco do carona, desceu do veículo. O carro seguiu então para o Pronto-Socorro de Aparecida, onde chegou por volta das 5h17. A vítima foi carregada já sem vida por Isaías até o interior da unidade, que foi quem acionou a polícia.
Após deixar o hospital, Isaías tomou uma atitude que chamou a atenção dos investigadores: dirigiu sozinho até Guaratinguetá, e abandonou o veículo em uma rua local, alegando medo de represálias e estado de atordoamento. O carro foi localizado mais tarde com quatro perfurações de projétil.
Conforme o boletim de ocorrência, as contradições surgiram durante os depoimentos na delegacia. Enquanto Anna Luiza, relatou desde o início a presença do “amigo de Isaías” e seu desembarque no Santuário, e Núbia negou veementemente a existência desse quinto homem.
O motorista Isaías inicialmente omitiu a informação, mas, confrontado com as imagens das câmeras, admitiu a presença do amigo. No entanto, recusou-se a identificá-lo, argumentando que não queria causar problemas para ele, que seria casado. Mesmo diante do apelo policial de que o homem poderia ser a vítima-alvo do atentado, Isaías manteve o silêncio e também negou acesso aos dados de seu celular, apreendido para investigação.
Diante das omissões e versões conflitantes, a autoridade policial passou a trabalhar com a hipótese de que o ataque, com tiros direcionados à traseira do veículo, tenha tido como alvo o homem não identificado.
Foram determinadas a apreensão dos celulares de todas as vítimas sobreviventes, a realização de exame necroscópico no corpo de Ana Júlia e uma perícia no local onde os disparos teriam ocorrido. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Guaratinguetá, que tem como missão prioritária identificar o homem misterioso e os autores dos disparos.