
O novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), instalado em Cachoeira Paulista, já tem nome: Jaci.
O nome é uma homenagem à deusa da lua na mitologia tupi-guarani e foi escolhido em uma votação popular que reuniu mais de 2 mil participações nas redes sociais do INPE e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Com 38% dos votos, Jaci superou as opções Arani, Aracy e Arandu, todas inspiradas em palavras e personagens das línguas dos povos originários do Brasil. O nome também cria um elo simbólico com o Tupã, supercomputador anterior do instituto — e companheiro de Jaci nos mitos indígenas.
Segundo o INPE, o novo nome reflete valores de sabedoria, renovação e força da natureza — e casa perfeitamente com a missão científica da instituição: entender e prever o comportamento do clima no país com cada vez mais precisão.
Mas o que faz o novo supercomputador ser tão especial?
Diferente de um computador comum, que tem um ou dois processadores, o sistema do INPE reúne 29 mil processadores capazes de realizar 1,6 quatrilhão de cálculos por segundo — o equivalente a seis vezes a potência do Tupã, que será desativado em 2026.
Essa capacidade gigantesca vai permitir previsões meteorológicas mais rápidas e detalhadas. Uma simulação que antes levava três horas agora pode ser feita em menos de duas, e com uma resolução até dez vezes superior.
Na prática, será possível saber em qual região de um bairro vai chover e em que momento, além de identificar com mais clareza secas, ondas de calor e outros fenômenos climáticos.